Brasil e Rússia avançaram no diálogo sobre cooperação em transportes e infraestrutura durante a 8ª Reunião da Comissão Brasil-Rússia de Alto Nível de Cooperação (CAN), realizada neste mês de fevereiro no Palácio Itamaraty, sede do Ministério das Relações Exteriores, em Brasília. O encontro contou com a presença do secretário Nacional de Transporte Ferroviário, Leonardo Ribeiro, e representantes do governo russo. De acordo com informações do Ministério dos Transportes, foram discutidos projetos e soluções na área de transportes.
Quais foram os principais temas discutidos?
Durante a reunião, o secretário Leonardo Ribeiro destacou a importância das ferrovias como meios eficientes para o fluxo comercial entre os dois países, especialmente no contexto da exportação de produtos agrícolas do Brasil e importação de fertilizantes da Rússia. O agronegócio brasileiro é historicamente dependente do fornecimento russo desses insumos para a manutenção de sua produtividade.
“A relação comercial entre ambos os países é sólida. O Brasil exporta produtos agrícolas e importa fertilizantes da Rússia, o que torna essa parceria estratégica para a segurança alimentar”, afirmou Leonardo Ribeiro.
Quais soluções a Rússia apresentou?
O ministro de Transportes da Rússia, Andrey Nikitin, apresentou soluções tecnológicas para infraestrutura logística, incluindo o uso de biometria no transporte público.
“Para nós, o mais importante é a experiência do passageiro e motorista, desde o momento em que sai de casa até a chegada ao destino”, declarou Nikitin.
A reunião resultou na elaboração de um memorando de entendimento para futuras cooperações técnicas e parcerias empresariais.
Qual é o impacto da cooperação Brasil-Rússia?
A Declaração Conjunta assinada durante o evento estabelece diretrizes para aprofundar a cooperação em áreas estratégicas, como infraestrutura, agricultura, energia e ciência. O comércio entre Brasil e Rússia alcançou US$ 10,9 bilhões em 2025, com exportações brasileiras de US$ 1,5 bilhão. A delegação russa incluiu oito ministros, três vice-ministros e dirigentes de agências governamentais.



