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Boulos critica aumento de diesel nos postos e ameaça prisão de representantes

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Representante do setor sendo confrontado durante protesto por preços abusivos.
Reprodução / agenciabrasil.ebc.com.br

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, classificou como “banditismo” o aumento do preço do óleo diesel nos postos de combustível nas últimas semanas e afirmou que representantes de revendas podem ser presos. A declaração foi dada na sexta-feira, 20 de março de 2026, na saída de um evento na Fundação Getulio Vargas, no Rio de Janeiro. Boulos argumenta que o aumento não se justifica pelo conflito no Oriente Médio, uma vez que o governo federal zerou os impostos federais PIS e Cofins sobre o combustível.

De acordo com informações da Agência Brasil, o ministro afirmou que as distribuidoras estão transferindo para o consumidor um aumento especulativo. “Isso é banditismo de postos de gasolina e distribuição, que estão cometendo crime contra a economia popular”, disse Boulos.

Quais medidas o governo está tomando contra o aumento?

Boulos detalhou que a Polícia Federal e órgãos de defesa do consumidor realizam operações diárias para conter a escalada de preços. Nas últimas quarenta e oito horas, foram realizadas operações em quatrocentos postos, com lacração e aplicação de multas. O próximo passo, segundo o ministro, é a prisão de representantes das empresas.

O governo também anunciou medidas para mitigar o impacto internacional do preço do petróleo. O barril do tipo Brent era negociado na sexta-feira, 20 de março de 2026, por cerca de cento e dez dólares (aproximadamente R$ 580), valor significativamente superior aos pouco mais de R$ 70 cotados antes do ataque dos Estados Unidos e de Israel ao Irã, em vinte e oito de fevereiro.

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Como ficou a ameaça de greve dos caminhoneiros?

O ministro confirmou um encontro marcado para a quarta-feira seguinte, 25 de março de 2026, no Palácio do Planalto com lideranças de movimentos de caminhoneiros. A categoria havia ameaçado uma greve devido ao combustível mais caro, mas, em assembleia no Porto de Santos na quinta-feira, 19 de março de 2026, decidiu não paralisar as atividades. O Porto de Santos, no litoral paulista, é o maior do país e tem papel central na logística nacional.

Boulos atribuiu a decisão ao compromisso do governo em atender demandas da categoria. “Tivemos um diálogo permanente com eles nos últimos dias, desde o fim da semana passada, para evitar uma paralisação que poderia trazer prejuízos importantes para o povo brasileiro”, contou. Uma das ações prometidas foi uma atuação enérgica para conter a especulação no preço do diesel.

A outra demanda atendida foi a publicação da Medida Provisória 1.343/2026, que pune transportadoras que não cumprirem o piso mínimo estabelecido para o frete. O piso do frete foi criado no Brasil após a greve dos caminhoneiros de 2018 e é fiscalizado pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). Boulos afirmou que multas superiores a R$ 400 milhões aplicadas nos últimos três meses não foram suficientes para inibir a prática, e a nova MP prevê a cassação do registro de funcionamento para empresas reincidentes.

“Já foram operações em 400 postos nas últimas 48 horas, em várias distribuidoras, com lacração, aumento de multas e o próximo passo é a prisão de representantes deles”, descreveu Boulos.

O ministro também comentou o reajuste de R$ 0,38 no preço do diesel feito pela Petrobras no último sábado, 14 de março de 2026. Segundo ele, o impacto nas bombas foi suavizado pela desoneração tributária efetuada pelo governo, que também propôs aos estados a redução do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços incidente sobre o diesel importado.

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