Gabriel Bortoleto teve uma corrida frustrante no Grande Prêmio do Japão de Fórmula 1, disputado em Suzuka no domingo, 29 de março de 2026, ao cair da nona para a 13ª posição. O circuito de Suzuka fica na província de Mie, no Japão, e é um dos traçados mais tradicionais da Fórmula 1. O brasileiro enfrentou sérios problemas de desempenho nas retas devido à falta de potência do motor da Audi, segundo relatos do chefe da equipe, Mattia Binotto. A dificuldade foi agravada por uma gestão ineficiente da energia durante a prova, o que deixou o carro vulnerável a ataques rivais em momentos críticos.
De acordo com informações do UOL Esporte, Binotto admitiu que a limitação do sistema de propulsão e o uso inadequado da energia elétrica comprometeram o desempenho de Bortoleto. “A maior parte da nossa desvantagem reside no motor e, quando não se tem velocidade suficiente nas retas, podemos usar a energia para nos protegermos, mas quando as baterias se esgotam e não resta muita potência, precisamos analisar os dados com cuidado”, afirmou.
Por que Bortoleto perdeu posições nas retas?
O piloto brasileiro relatou ter recebido instruções da equipe para interromper o uso do botão de ultrapassagem na saída da curva 11, o que o deixou exposto no fim da reta principal. “Acho que foi um problema que a gente teve hoje. Pelo menos foi a mensagem que eu recebi no rádio. Eu ainda não analisei os dados para ver, mas eu sei que eu estava perdendo hoje bastante de reta”, disse Bortoleto ao UOL Esporte.
A situação foi agravada já na largada, quando ambos os carros da Audi patinaram: Bortoleto perdeu quatro posições e seu companheiro de equipe, o alemão Nico Müller, caiu seis lugares. Binotto reconheceu que as largadas são uma prioridade para a equipe, mas explicou que a escolha por um turbo maior — que oferece vantagens em regime contínuo — dificulta a aceleração nos primeiros metros.
O que a Audi fará para resolver os problemas?
Com o cancelamento dos GPs do Bahrein e da Arábia Saudita, abril será um mês sem corridas, o que dará à Audi uma janela para analisar dados das três primeiras etapas da temporada. Na Fórmula 1, períodos sem provas costumam ser usados pelas equipes para revisão de desempenho e correção de falhas identificadas nas etapas anteriores. A equipe pretende focar especialmente na gestão de energia, um desafio acentuado pelo fato de ser a única fornecedora de motores para apenas dois carros no grid, limitando o volume de informações comparativas.
- Análise detalhada do uso de energia durante a corrida no Japão
- Estudo técnico sobre a configuração do turbo e sua influência na largada
- Avaliação conjunta com Bortoleto para otimizar estratégias futuras