O ex-presidente Jair Bolsonaro, de 70 anos, apresentou melhora clínica significativa, conforme o boletim médico divulgado pelo hospital DF Star nesta terça-feira (17). No entanto, ainda não há previsão de alta da UTI (Unidade de Terapia Intensiva). De acordo com informações do Folha, o ex-presidente foi transferido para uma nova acomodação em terapia intensiva na segunda-feira (16), considerada mais adequada para seu quadro clínico atual.
Qual é o estado de saúde atual de Bolsonaro?
Bolsonaro permanece em tratamento com antibióticos administrados na veia, além de fisioterapia respiratória e motora. Internado desde sexta-feira (13) com broncopneumonia bacteriana nos dois pulmões, uma infecção que afeta bronquíolos e alvéolos, ele chegou à unidade de saúde com suporte de oxigênio nasal. No sábado (14), um boletim médico assinado pelos médicos Claudio Birolini, Leandro Echenique, Brasil Caiado, Antônio Fagundes Jr. e Allisson Borges indicou piora das funções renais e dos marcadores inflamatórios.
Como a saúde de Bolsonaro foi afetada por eventos passados?
O quadro de saúde de Bolsonaro é uma consequência do atentado à faca que ele sofreu durante a campanha eleitoral de 2018. Segundo o médico Brasil Caiado, este é o quadro mais grave de pneumonia que o ex-chefe do Executivo já enfrentou. Além disso, Bolsonaro cumpre pena após ser condenado por liderar uma trama golpista após a derrota nas eleições de 2022. Ele foi preso na sede da PF em 22 de novembro, após violar a tornozeleira eletrônica.
Qual é a posição do STF sobre a situação de Bolsonaro?
A internação de Bolsonaro reacendeu discussões no STF (Supremo Tribunal Federal) sobre a possibilidade de transferência para o regime domiciliar. Segundo a Folha, ao menos dois ministros próximos ao ministro Alexandre de Moraes estão empenhados em convencer a corte a autorizar essa transferência, que é vista como uma questão humanitária. As conversas, iniciadas no ano passado, devem ser retomadas enquanto Bolsonaro permanece hospitalizado.
“A transferência passou a ser uma questão humanitária”, afirmou um ministro.
Fonte original: Folha

