O BNDES aprovou um financiamento de R$ 411,4 milhões para a Suzano com foco na modernização de unidades industriais e na execução do plano de pesquisa, desenvolvimento, inovação e digitalização da companhia. O anúncio foi publicado na segunda-feira, 30 de março de 2026, em reportagem do Monitor Mercantil. Os recursos serão usados para aquisição de máquinas e equipamentos, além de projetos de inovação tecnológica em diferentes unidades da empresa no Brasil, por meio do programa BNDES Mais Inovação.
O BNDES é o banco público federal de fomento voltado ao financiamento de investimentos de longo prazo no país. De acordo com informações do Monitor Mercantil, do total aprovado, R$ 280 milhões serão destinados à compra de máquinas e equipamentos com tecnologia de internet das coisas, além de sistemas de controle e monitoramento remoto das operações. Outros R$ 131,4 milhões apoiarão investimentos da companhia em pesquisa e desenvolvimento voltados à inovação tecnológica.
Como o financiamento será distribuído pela Suzano?
Segundo o texto original, os recursos do programa BNDES Mais Inovação têm custo financeiro em Taxa Referencial, a TR, e devem apoiar a modernização de máquinas e sistemas industriais, além da compra de bens de informática e automação para ampliar a conectividade das operações da empresa.
O plano de investimentos em PD&I da Suzano contempla 49 iniciativas de inovação em produtos e processos industriais e florestais. A divisão informada é a seguinte:
- 11 projetos de genética e melhoramento;
- 12 projetos de manejo florestal;
- 13 projetos de papel, bens de consumo e fluff;
- seis projetos de celulose;
- dois projetos de gestão da inovação;
- cinco iniciativas transversais.
O que disseram BNDES e Suzano sobre a operação?
O BNDES afirmou que o projeto está alinhado a metas dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas, com impactos citados pelo banco em trabalho decente e crescimento econômico, indústria, inovação e infraestrutura e redução das desigualdades.
“Os projetos apoiados buscam elevar a produtividade, a sustentabilidade e a competitividade da empresa, em um setor de grande potencial exportador, em linha com as diretrizes da Nova Indústria Brasil, a política industrial do governo do presidente Lula”, frisou Mercadante.
“Por meio do crescimento de árvores, a atividade promove a captura de CO2 da atmosfera, reduzindo a disponibilidade de gases que causam o efeito estufa”, destacou ele.
O vice-presidente executivo Financeiro e de Relações com Investidores da Suzano, Marcos Assumpção, também comentou os novos aportes.
“Esses novos investimentos ampliarão a competitividade das nossas operações, sobretudo florestais, permitindo que a Suzano se mantenha entre as empresas de menor custo de produção de celulose do mundo. Como líderes globais do setor, nosso desafio é garantir que estejamos preparados para gerar resultados em qualquer cenário de preços”, afirma Marcos Assumpção.
Onde os projetos serão executados?
As iniciativas estão distribuídas por diferentes unidades da companhia, incluindo Aracruz, no Espírito Santo; Imperatriz, no Maranhão; Itapetininga, Jacareí, Limeira, Mogi das Cruzes e Suzano, em São Paulo; Mucuri, na Bahia; Ribas do Rio Pardo e Três Lagoas, em Mato Grosso do Sul.
O texto também informa que os projetos contam com colaboração de oito universidades federais e quatro estaduais, além de parcerias com instituições como Embrapa, Senai, Embrapii, Funarbe, Ipef e IEL. Entre os parceiros citados está ainda a Federação das Indústrias do Estado do Espírito Santo, identificada no original como Finbdes.
Houve outro financiamento recente do BNDES para a empresa?
Sim. No fim de 2025, o BNDES já havia aprovado outro financiamento de R$ 451,7 milhões para a Suzano modernizar e revitalizar estruturas e ampliar a capacidade de armazenagem em suas unidades industriais. Nesse caso, os recursos vieram do Finem, com R$ 342,8 milhões, e do Fundo Clima, com R$ 108,9 milhões.
Segundo a reportagem original, a Suzano tem um século de atuação no mercado, lidera a produção mundial de celulose e está entre as maiores produtoras de papel da América Latina. O texto menciona ainda capacidade anual de 13,4 milhões de toneladas de celulose e dois milhões de toneladas de papel, além de participação de 42% e 12% na produção nacional desses itens, respectivamente, com base em dados de 2024 citados pela própria matéria.
A companhia também foi descrita como uma empresa que utiliza matérias-primas renováveis em seu processo produtivo, possui certificações ambientais e mantém operações no Brasil, América Latina, América do Norte, Europa e Ásia. Suas ações são negociadas nas bolsas do Brasil e dos Estados Unidos, e sua produção é exportada para mais de 100 países, conforme o texto publicado pelo Monitor Mercantil.



