As biossoluções estão posicionadas para desempenhar um papel estratégico na descarbonização da economia brasileira, segundo a Coalizão pelos Biocombustíveis. De acordo com informações do Eixos, a proposta visa desenvolver novas rotas baseadas em carbono biogênico e diversificação tecnológica.
Qual é a proposta da Coalizão pelos Biocombustíveis?
A Coalizão propõe um mapa do caminho para a transição dos combustíveis fósseis, defendendo critérios que assegurem a efetividade climática e a racionalidade econômica. A estruturação da bioeconomia industrial é vista como parte de uma estratégia nacional, com governança interministerial. O texto, coordenado pelo deputado Arnaldo Jardim, busca consolidar a bioenergia como eixo central da política energética e industrial do Brasil.
Quais são as perspectivas para o futuro da bioenergia?
A proposta inclui a redução da dependência de importações de combustíveis fósseis e o estabelecimento de hubs regionais de biocombustíveis. O documento destaca a importância do biometano, combustível sustentável de aviação (SAF), diesel verde e bioinsumos. A continuidade do etanol e do biodiesel também é enfatizada.
- Redução da dependência de importações
- Estabelecimento de hubs regionais
- Uso de biometano e SAF
Qual é a visão mais ampla para a transição energética?
O Brasil deve explorar múltiplas possibilidades além dos biocombustíveis convencionais. A transição deve ser uma ferramenta para o desenvolvimento socioeconômico e ambiental, aproveitando as vantagens competitivas do país. A produção de combustíveis de nova geração para transporte aéreo e marítimo é um exemplo dessa visão.
“Não pode perder de vista, no entanto, que o protagonismo dessas contribuições tem de visar oportunidades de desenvolvimento que vão muito além da repetição de receitas que sozinhas são insuficientes para a essência da transição energética de ser uma ferramenta para o desenvolvimento socioeconômico e ambiental do país.”


