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Biometano em Goiânia: Caiado diz que capital também terá usina para ônibus

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Ônibus urbano circulando em via pública de Goiânia com sinalização de combustível sustentável na lateral.
Foto: A. Duarte / flickr (by-sa)

Goiânia também terá uma usina de produção de biometano voltada ao abastecimento de ônibus, além de outras aplicações industriais e no transporte de carga, segundo declaração do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, durante entrevista concedida na sexta-feira, 27 de março de 2026, em evento de inauguração das obras de revitalização do Terminal Padre Pelágio, na região metropolitana da capital. De acordo com informações do Diário do Transporte, a iniciativa se soma à usina já mencionada em Guapó e faz parte da estratégia do governo estadual para ampliar o uso desse combustível no sistema de transporte coletivo e em outras frentes da economia.

O biometano é um combustível renovável obtido a partir do aproveitamento de resíduos orgânicos, como os de aterros sanitários e da agroindústria. Em Goiás, estado com forte produção agropecuária e presença do setor sucroenergético, esse potencial é citado pelo governo como base para expandir a oferta local de combustível.

O que Caiado disse sobre a estratégia do biometano em Goiás?

Na entrevista a jornalistas especializados, Caiado afirmou que o biometano passou a ser tratado como prioridade após estudos indicarem o potencial do setor agropecuário goiano, grande gerador de resíduos, para sustentar esse tipo de produção energética. Segundo o governador, a mudança ocorreu depois de um início de gestão com foco em ônibus elétricos, seguido por uma reavaliação baseada nas condições locais de oferta de combustível.

Ao explicar a mudança de foco, o governador afirmou que o estado promoveu uma “virada de chave” em favor do biometano. Segundo ele, a produção local a partir de aterros e usinas ligadas ao setor sucroenergético levou o governo a priorizar esse combustível em vez de depender de soluções importadas.

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“A partir daí, vocês viram que nós tivemos uma virada de chave. Ou seja, nós tivemos uma priorização do biometano diante do potencial e da capacidade do estado de Goiás na produção desse combustível.”

Caiado também declarou que a meta do governo é ampliar o uso do biometano para além do transporte coletivo urbano e metropolitano, alcançando no futuro o transporte de carga. Na fala, ele associou essa política à geração de empregos e à utilização de recursos energéticos produzidos no próprio estado.

Como deve funcionar a produção e o fornecimento do combustível?

Segundo Caiado, há diferentes frentes em andamento para viabilizar o abastecimento. Ele citou a produção em Guapó, município da Região Metropolitana de Goiânia, onde um grande aterro estaria gerando biometano, além da participação de usinas de álcool e açúcar. Parte do combustível, afirmou, poderá chegar por caminhão, e parte por um gasoduto em construção.

O governador disse ainda que o prefeito de Goiânia, Sandro Mabel, já estaria em tratativas para desenvolver a produção de biometano no aterro da capital. A declaração reforça a perspectiva de uma estrutura própria em Goiânia, além da unidade mencionada para Guapó.

  • Usina de biometano em Guapó já foi citada pelo governo
  • Goiânia também deve ter estrutura de produção, segundo Caiado
  • Abastecimento pode ocorrer por caminhão e por gasoduto
  • Produção envolve aterros e usinas do setor de álcool e açúcar

Haverá impacto imediato em empregos e no transporte coletivo?

Questionado sobre o número de vagas que a operação poderia gerar, Caiado respondeu que ainda seria difícil definir uma quantidade, porque o processo estaria em fase de expansão. Ele afirmou que várias usinas já estariam se adequando à produção de biometano, sem apresentar estimativa numérica.

No campo do transporte, o governador destacou a chegada dos primeiros modelos de ônibus com motor próprio para biometano, e não adaptado. Segundo ele, isso permitiria desempenho semelhante ao de veículos a diesel, com redução de emissões. As declarações foram dadas no contexto das mudanças implementadas no sistema metropolitano de Goiânia.

Goiânia integra uma região metropolitana com forte dependência do transporte coletivo por ônibus, o que dá relevância maior a mudanças na matriz de combustível da frota. Por isso, o anúncio tem impacto potencial não só ambiental, mas também logístico e operacional para o sistema local.

Quais outros temas apareceram na entrevista?

Além do biometano, Caiado falou sobre os custos do diesel e criticou o governo federal ao comentar a tributação sobre combustíveis. Também afirmou que o sistema de transporte implantado em Goiânia pode servir de referência nacional e relacionou as intervenções à modernização de estações, terminais e frota.

O governador ainda disse que a reformulação do transporte metropolitano enfrentou dificuldades políticas e administrativas, porque, segundo ele, havia um cenário de responsabilização dispersa entre empresas, prefeituras e governo estadual. Na entrevista, ele reconheceu que as mudanças na mobilidade também podem trazer ganhos de imagem em uma eventual disputa presidencial, embora o foco da reportagem seja o anúncio de expansão da infraestrutura de biometano em Goiânia.

Com a declaração, o governo de Goiás sinaliza que pretende consolidar o biometano como eixo energético para o transporte público e, futuramente, para outras atividades econômicas. Até o momento, o conteúdo publicado traz a revelação feita por Caiado e suas justificativas para a estratégia, sem detalhamento adicional sobre cronograma, investimento total ou capacidade da futura estrutura na capital.

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