A bioeconomia da sociobiodiversidade é uma prática secular entre povos e comunidades tradicionais, baseada no uso sustentável da biodiversidade. De acordo com informações do WRI Brasil, essa economia é essencial para a manutenção da floresta em pé e para a redução de impactos ambientais.
O que é a bioeconomia da sociobiodiversidade?
A bioeconomia da sociobiodiversidade envolve produtos e serviços que respeitam a integridade ecológica e a identidade cultural dos habitantes da Amazônia. No entanto, há uma lacuna significativa na documentação e classificação dessas práticas nas estatísticas oficiais, o que limita o desenvolvimento de políticas públicas e o fluxo de investimentos.
Quais são os desafios enfrentados?
As bases de dados oficiais, muitas vezes, não refletem a diversidade e especificidade das economias da sociobiodiversidade. Produtos como o açaí e a castanha são captados, mas muitos outros são agrupados em categorias genéricas. Além disso, há dificuldades técnicas e institucionais que impedem a mensuração precisa dessas atividades.
Como superar essas limitações?
Para visibilizar a bioeconomia, é necessário ampliar os sistemas de classificação de produtos e modos de produção, além de garantir a rastreabilidade ao longo de toda a cadeia produtiva. A participação ativa dos produtores e associações é crucial para definir prioridades na coleta e sistematização de dados.
“A bioeconomia pode ser entendida como uma economia de escopo, caracterizada pela variedade, pois cada região tem sua própria diversidade biológica e cultural.”
Por fim, a bioeconomia da sociobiodiversidade tem potencial para contribuir significativamente para a transição econômica justa na Amazônia, promovendo a distribuição de renda e a preservação da floresta.