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Bemti destaca tradição e inovação da viola caipira no álbum ‘Adeus Atlântico’

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No dia 15 de abril de 2026, o cantor, compositor e multi-instrumentista Bemti se apresentará no Blue Note São Paulo como parte do projeto Rolling Stone Sessions. Na ocasião, ele leva ao palco o terceiro álbum de sua carreira, Adeus Atlântico, um trabalho autoral que propõe diálogo entre tradição e modernidade, utilizando a viola caipira como base para experiências sonoras inovadoras.

De acordo com informações da Rolling Stone Brasil, o projeto foi gravado em diferentes países — Brasil, Portugal e Inglaterra — e explora o indie pop com elementos que vão do alt-folk ao house, sem perder a essência da viola caipira de dez cordas, instrumento tradicional da música do interior do Brasil. Desta forma, o artista de Serra da Saudade, Minas Gerais — município do Centro-Oeste mineiro — promove uma sonoridade única que ultrapassa fronteiras sem romper com suas raízes.

Como Bemti equilibra tradição e experimentação no novo álbum?

No álbum Adeus Atlântico, Bemti explora inúmeras possibilidades para a viola caipira, customizando o instrumento com pedais de drive e distorção, o que permite timbres próximos ao de guitarra ou violão de doze cordas. Destaque para a Viola-Guitarra, um modelo desenvolvido especialmente para a turnê, que une características da viola tradicional a elementos da guitarra Les Paul.

O repertório de dez faixas autorais inclui diferentes influências. Em “Lua em Libra”, Bemti recebe Marissol Mwaba e mistura ritmos mineiros com beats eletrônicos, utilizando a metáfora dos signos para abordar instabilidade emocional. Em “Euforia”, a participação de Luar e FBC resulta em um soft rock contemporâneo, inspirado em Paralamas do Sucesso. Já “Metal” traz experimentação, com referências a Radiohead e Milton Nascimento aplicadas em uma canção sobre a mineiridade.

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O que reforça o caráter internacional e político do disco?

Bemti compôs as faixas do álbum em três países, o que se reflete em parcerias e sons diversos. Em “Miragem”, Alex D’Alva, angolano radicado em Portugal, contribui para a produção, enquanto “Quase Sertão” traz a voz do mineiro Haroldo Bontempo. A faixa-título, por sua vez, evoca a travessia atlântica e aproxima as origens africanas da viola caipira.

O trabalho destaca o diálogo entre Brasil, Portugal e África, enfatizando tanto a lusofonia quanto temas como identidade e herança cultural. Bemti propõe uma nova leitura da MPB, sigla para Música Popular Brasileira, mostrando que é possível dialogar com o cenário pop internacional sem perder a autenticidade ou criar versões superficiais de tendências estrangeiras.

Qual a importância do álbum ‘Adeus Atlântico’ para a música brasileira?

Adeus Atlântico é apontado como um álbum corajoso, que amplia os limites da música brasileira contemporânea ao revitalizar a viola caipira e estabelecer Bemti como uma das vozes inovadoras do cenário atual. O lançamento também evidencia como a tradição musical pode se renovar sem perder referências fundamentais.

A próxima apresentação de Bemti no Blue Note São Paulo, casa de shows na capital paulista, deve oferecer ao público uma amostra da relevância desse novo projeto para a música nacional, reunindo tradição, inovação e diálogo intercultural.

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