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Bearman sofre impacto de 50G em batida a 262 km/h no GP do Japão

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O piloto Oliver Bearman sofreu um forte acidente durante o Grande Prêmio do Japão de Fórmula 1, realizado na madrugada de domingo, 29 de março de 2026, no circuito de Suzuka. Ao colidir a 262 km/h na curva 13, ele sofreu uma desaceleração equivalente a 50 vezes a força da gravidade (50G), uma das mais intensas registradas na categoria na última década. Apesar da violência da batida, o britânico saiu consciente do carro, foi submetido a exames médicos e teve apenas uma contusão no joelho direito, sem fraturas. De acordo com informações do GE.

O episódio ganha repercussão também no Brasil por envolver a Fórmula 1, categoria com ampla cobertura no país e forte apelo entre torcedores brasileiros, especialmente em debates sobre segurança e mudanças de regulamento.

Como ocorreu o acidente de Bearman?

Bearman, que pilotava pela equipe Haas e estava em 18º lugar, tentou desviar do argentino Franco Colapinto, da Alpine, que havia desacelerado bruscamente para recarregar a bateria do sistema híbrido do carro — uma exigência do regulamento técnico de 2026. A diferença de velocidade entre os dois carros chegou a quase cem quilômetros por hora: 262 km/h contra 174 km/h. Ao pisar na grama para evitar a colisão, Bearman perdeu o controle, atravessou a pista e atingiu as barreiras de contenção com grande força.

O jovem de 20 anos precisou de ajuda dos fiscais para deixar o cockpit e caminhou mancando visivelmente. Ele foi levado ao centro médico do circuito, onde exames descartaram lesões graves. A Haas informou que ele foi dispensado das obrigações com a imprensa para repouso.

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O que é o “super clipping” e como afeta a segurança?

O fenômeno conhecido como “super clipping” ocorre quando um carro em modo de recarga energética opera apenas com o motor a combustão, reduzindo drasticamente sua potência — e, consequentemente, sua velocidade — mesmo em trechos de reta. Isso gera situações de risco, especialmente quando veículos mais lentos estão à frente de outros em plena aceleração.

“Foi um momento assustador, mas está tudo bem, e isso é o mais importante. Houve um excesso de velocidade enorme — cerca de cinquenta quilômetros por hora —, o que faz parte dessas novas regras, e precisamos nos acostumar com isso, mas também senti que (Colapinto) não me deram muito espaço, considerando o enorme excesso de velocidade em que eu estava”, declarou Bearman.

Colapinto, por sua vez, reconheceu a periculosidade da situação: “É quase como se você estivesse na volta de aquecimento e outro piloto estivesse em volta rápida… Em alguns momentos é realmente perigoso. Fico feliz que ele esteja bem”.

A FIA vai mudar as regras após o acidente?

A Federação Internacional de Automobilismo (FIA), entidade que rege categorias como a Fórmula 1 no automobilismo mundial, confirmou que já havia planejado reuniões em abril de 2026 para avaliar o funcionamento do novo regulamento, especialmente no que diz respeito à gestão de energia. Após o acidente, a entidade reforçou que qualquer alteração exigirá simulações detalhadas e análise técnica cuidadosa.

  • Reuniões técnicas agendadas para abril de 2026
  • Foco na segurança e na gestão de energia dos carros híbridos
  • A FIA classificou como “prematura” qualquer especulação sobre mudanças imediatas

O impacto de Bearman superou os registrados em acidentes recentes, como os de Fernando Alonso (46G em 2016) e Lewis Hamilton (45G em 2022), aproximando-se apenas do choque de Max Verstappen no GP da Inglaterra de 2021 (51G).

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