
O mercado de banda larga no Brasil registrou a marca de 54,5 milhões de acessos durante o mês de fevereiro de 2026, impulsionado pelo desempenho das principais operadoras de telecomunicações do país. O crescimento representa uma alta de 3% na comparação com o mesmo período do ano anterior, quando o território nacional contabilizava 52,9 milhões de contratos de internet fixa ativos. Os números refletem a dinâmica de expansão da conectividade em diversas regiões, consolidando a infraestrutura digital brasileira.
De acordo com informações do Teletime, os dados foram reportados pelas operadoras e pelos provedores regionais diretamente à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), órgão federal responsável pela regulação do setor. O painel estatístico indica, no entanto, uma leve queda de 1% na comparação com o mês de janeiro, que registrou 55,2 milhões de assinantes. A agência reguladora ainda deve revisar os números totais, pois parte das empresas prestadoras de serviço costuma apresentar atrasos no envio dos relatórios mensais obrigatórios.
Quais operadoras lideraram o crescimento no mercado nacional?
O mês de fevereiro caracterizou-se por adições modestas na base geral de clientes, mas o grande destaque ficou por conta dos grandes grupos de telecomunicações que operam no país. A Vivo assumiu a liderança no volume de adições ao longo do segundo mês do ano. A marca comercial da empresa espanhola Telefónica conseguiu atrair 46 mil novos clientes para a sua base de usuários. Com este resultado recente, a operadora alcançou o patamar de 8,1 milhões de assinantes de internet fixa.
A Claro, controlada pelo grupo mexicano América Móvil, ocupa atualmente a posição de líder absoluta no mercado nacional de conectividade fixa, e reportou a entrada de 27 mil novos clientes em sua base de operações. Com o acréscimo contabilizado no período, a empresa atingiu a marca de 10,6 milhões de acessos ativos em lares e empresas brasileiras. Enquanto algumas rivais diretas demonstraram certa desaceleração, a TIM acelerou o seu ritmo de crescimento. Com uma operação proporcionalmente menor no segmento fixo, a companhia registrou 12 mil novos contratos, superando os 10 mil anotados em janeiro, e elevando sua carteira para 878 mil assinantes.
Como foi o desempenho das empresas controladoras e provedores regionais?
Os relatórios também evidenciam movimentações importantes em grupos controladores e empresas menores, que nos últimos anos se tornaram os principais motores de expansão da fibra óptica no interior do país. O grupo Sky, operando como uma holding e incluindo o provedor Zaaz, apresentou resultados positivos ao conquistar 14 mil novos assinantes, elevando seu total para 259 mil acessos. Em contrapartida, a Proxxima, que integra o mesmo conglomerado corporativo, sofreu uma retração de mil clientes, encerrando o mês com 234,8 mil contratos. Ao somar as operações da holding Waiken ILW, o grupo contabiliza 493,8 mil acessos consolidados, embora estimativas com novas aquisições apontem uma base superior a 600 mil usuários.
O segmento composto pelos provedores regionais e empresas entrantes apresentou números mais tímidos, porém constantes. A organização das adições ocorreu da seguinte forma entre os principais atores deste mercado:
- A Starlink, empresa de internet via satélite de Elon Musk, expandiu sua presença com a entrada de 6 mil novos clientes, alcançando 662 mil assinantes nos registros oficiais, embora declare possuir mais de 1 milhão sob métricas próprias.
- As empresas Brisanet, Brasil TecPar e Unifique adicionaram cerca de 5 mil assinantes cada, somando bases totais de 1,56 milhão, 1,36 milhão e 852,8 mil contratos, respectivamente.
- A Ligga, antiga Copel Telecom que possui forte presença no Paraná, captou 2 mil clientes, alcançando 347,4 mil conexões.
- Os provedores Desktop, Algar, Alares e Mhnet mantiveram suas bases praticamente estáveis durante o período analisado.
Quais provedores registraram perda de clientes no período analisado?
O balanço do segundo mês de 2026 também apontou resultados desfavoráveis para algumas companhias do setor. A Nio, divisão de conectividade originária da aquisição da carteira de clientes de banda larga da Oi pela V.tal (operadora de rede neutra), voltou a reportar encolhimento de sua carteira de usuários. A marca encerrou fevereiro com 3,25 milhões de assinantes, o que representa uma perda aproximada de 25 mil clientes em comparação ao mês anterior.
A Oi, que atualmente se encontra em processo de recuperação judicial, ainda mantém operações através de cabeamento metálico tradicional, contabilizando 127 mil lares conectados por esta tecnologia. O resultado indica uma fuga de 7 mil assinantes apenas entre janeiro e fevereiro. O cenário de retração também atingiu marcas consolidadas de fibra óptica. A Giga+, operada pela Alloha Fibra, perdeu 22 mil clientes em apenas um mês, reduzindo sua base para 1,38 milhão. Por fim, a provedora Vero sofreu o rompimento de 12 mil contratos, terminando o ciclo com 1,33 milhão de assinantes ativos no mercado nacional.


