
O Lions Clube Apucarana Vitória Régia anunciou, em nota divulgada antes da publicação desta reportagem em 1º de abril de 2026, que vai adotar medidas mais rigorosas no controle de empréstimos do Banco Ortopédico após relatos de abandono, vandalismo e descaracterização de equipamentos em Apucarana, no norte do Paraná. Segundo a entidade, cadeiras de rodas, muletas e cadeiras de banho foram encontradas em vias públicas, terrenos baldios e, em alguns casos, modificadas de forma indevida. A decisão foi divulgada após episódios que, de acordo com o clube, comprometem a continuidade de um serviço gratuito voltado a pessoas em situação de vulnerabilidade e em momentos de emergência.
De acordo com informações do TNOnline/UOL Notícias, a presidente da entidade, Edinalva Morador, manifestou indignação com o descaso envolvendo equipamentos que, segundo ela, atendem a comunidade há 20 anos. O sistema funciona em regime de comodato, permitindo o uso por até seis meses, com possibilidade de renovação, desde que o material seja devolvido em boas condições para atender outros usuários. Iniciativas desse tipo, mantidas por voluntários, ajudam a suprir necessidades imediatas de mobilidade e reabilitação e têm relevância social que vai além do município.
Por que o Lions Clube decidiu endurecer as regras de empréstimo?
A mudança ocorre após uma sequência de relatos recebidos pelo clube sobre o destino de equipamentos emprestados gratuitamente. Conforme a nota oficial, houve casos de cadeiras de rodas deixadas em locais públicos e terrenos baldios, além de situações em que os itens foram cortados, soldados ou completamente descaracterizados. Para a entidade, esse tipo de conduta afeta diretamente a preservação do patrimônio coletivo e reduz a capacidade de atendimento a quem realmente precisa.
Na manifestação pública, o Lions Clube afirmou que o Banco Ortopédico é mantido por voluntários e tem caráter solidário. O objetivo, segundo a nota, é oferecer apoio a moradores que necessitam temporariamente desses itens, muitas vezes em contextos de fragilidade física e social. Por isso, a entidade sustenta que a devolução adequada dos equipamentos é parte essencial do funcionamento do serviço.
“O Banco Ortopédico foi fundado há 20 anos. Seu objetivo é atender pessoas com cadeiras de rodas, de banho e muletas em situações emergenciais, para um maior conforto das pessoas”
Como funciona o Banco Ortopédico e o que muda agora?
Segundo Edinalva Morador, os empréstimos são feitos para uso temporário, por até seis meses, podendo ser renovados. A condição é que os equipamentos sejam preservados e devolvidos em bom estado, já que serão destinados a outros moradores da comunidade. Com o endurecimento do controle, a entidade deve reforçar a fiscalização e o acompanhamento dos itens cedidos, embora a nota reproduzida na reportagem não detalhe quais procedimentos específicos serão adotados.
Entre os equipamentos citados pela entidade estão:
- cadeiras de rodas;
- muletas;
- cadeiras de banho.
Na nota oficial, o clube ressaltou que o serviço é tradicional e oferecido de forma gratuita à população local. Também afirmou que os equipamentos são disponibilizados por meio de uma iniciativa mantida por voluntários, com o propósito de auxiliar pessoas que necessitam desses recursos em períodos emergenciais.
O que diz a nota oficial divulgada pela entidade?
O texto divulgado pelo Lions Clube reforça a preocupação da organização com os relatos de abandono e de danos aos equipamentos. A entidade classificou essas condutas como inaceitáveis e afirmou que elas comprometem a eficácia do serviço social. Também destacou que todo item emprestado deve ser devolvido nas mesmas condições em que foi recebido, justamente para possibilitar o atendimento de outros usuários.
“Diante desse cenário, informamos que o LIONS Clube Apucarana Vitória Régia passará a adotar medidas mais rigorosas de controle nos empréstimos, com o objetivo de preservar o patrimônio coletivo e garantir que os equipamentos continuem atendendo aqueles que realmente necessitam.”
A entidade concluiu pedindo compreensão, colaboração e consciência da população para preservar o Banco Ortopédico. O argumento central é que o zelo pelos equipamentos é indispensável para manter o serviço em funcionamento e assegurar que os itens continuem circulando entre pessoas que dependem desse apoio temporário em Apucarana.

