O Avaí empatou sem gols contra o Operário-PR neste domingo (5), em partida válida pela terceira rodada do Campeonato Brasileiro da Série B de 2026, realizada no estádio da Ressacada, em Florianópolis (SC). Apesar de um primeiro tempo equilibrado e de um amplo domínio catarinense na etapa final, o placar não saiu do zero. O grande destaque do confronto, no entanto, ocorreu fora das quatro linhas, com fortes críticas da comissão técnica mandante à atuação da equipe de arbitragem do embate.
De acordo com informações do GE Futebol, o técnico do clube mandante, Cauan de Almeida, expressou profunda insatisfação com as decisões tomadas em campo pelo árbitro Denis da Silva Ribeiro Serafim e na cabine do Árbitro de Vídeo (VAR), comandada por Ilbert Estevam da Silva. O treinador apontou lances capitais que, segundo sua avaliação, prejudicaram o resultado final e impediram a vitória de sua equipe.
Quais foram as principais reclamações do Avaí contra a arbitragem?
Durante a entrevista coletiva pós-jogo, o comandante avaiano enumerou quatro momentos cruciais que considerou equivocados. O primeiro deles foi um gol da equipe da casa que acabou anulado após revisão do vídeo. Cauan de Almeida chegou a mencionar que a ausência de uma tecnologia de impedimento semiautomático no campeonato levanta dúvidas sobre a anulação do lance.
O treinador foi enfático ao analisar o desempenho de sua equipe em contraste com as marcações do apito: “A Série B é uma constância, tem que pontuar. Nitidamente, se tivesse que ter um vencedor, hoje seria o Avaí, que propôs o jogo, teve mais domínio sobre o jogo e, em relação a chances criadas, foi infinitamente superior ao adversário. O segundo tempo, por exemplo, é de pleno domínio do Avaí sobre o Operário, o qual não se traduziu em gol, também pela questão da arbitragem”, afirmou o profissional perante a imprensa.
Além do gol invalidado, o técnico reclamou de um pênalti não marcado sobre o atleta Wenderson ainda no primeiro tempo. Na etapa complementar, as queixas se voltaram para a falta de um cartão vermelho para um jogador adversário após falta cometida em DG, além de uma forte divergência na interpretação de um possível toque de mão na bola durante uma jogada de bola parada do time mandante.
Por que o tempo de acréscimo gerou polêmica na Ressacada?
Outro ponto de forte tensão abordado pela comissão técnica foi a condução do tempo extra na segunda metade do confronto. O árbitro Denis da Silva Ribeiro Serafim determinou sete minutos adicionais, período considerado absolutamente insuficiente pelos donos da casa. A justificativa do Avaí baseia-se na suposta postura excessivamente defensiva e obstrutiva do Operário-PR, popularmente conhecida como cera, que teria retirado a fluidez e o ritmo do espetáculo.
O comandante do Leão da Ilha questionou a falta de rigor na punição contra as paralisações contínuas: “São detalhes que vão mudando as nuances do jogo. E acho que a arbitragem foi muito permissiva. Fazer sete minutos de acréscimos no segundo tempo. A gente jogou contra o CRB na quarta-feira, fizemos um jogo franco, com duas equipes querendo jogar futebol o tempo inteiro, e foram os mesmos sete minutos. Eu pergunto: ‘Qual o critério?’. Isso tudo vai minando o jogo”, indagou o treinador de forma direta.
Em contrapartida, a documentação oficial da partida apresentou a versão da arbitragem. Na súmula do jogo, o juiz responsável justificou os minutos adicionados citando as paradas regulamentares. O texto oficial aponta que o tempo extra serviu para compensar substituições, atendimento médico a atletas que relataram lesões, checagens do VAR e a reposição padrão de tempo perdido durante o transcorrer natural do embate.
Como fica a situação do clube no campeonato e quais são os próximos jogos?
Apesar da evidente frustração com o empate sem gols em seus domínios e das intensas reclamações contra as decisões do quadro de árbitros, o clube catarinense mantém uma campanha sólida no início da temporada. A equipe segue de forma invicta na competição nacional e continua na briga direta pelas primeiras posições da tabela de classificação do torneio de acesso à elite.
Para manter a busca pela liderança e superar o tropeço em casa, o elenco precisará focar em uma sequência intensa de compromissos, que divide as atenções entre duas competições distintas ao longo do mês de abril. A agenda oficial da equipe estabelece os seguintes desafios nas próximas semanas:
- Duelo regional contra a Chapecoense no dia oito de abril, na Arena Condá, válido pela Copa Sul-Sudeste;
- Confronto fora de casa contra o Sport no dia 11 de abril, no estádio da Ilha do Retiro, pela Série B;
- Retorno ao estádio da Ressacada no dia 15 de abril para receber o Caxias, novamente pela Copa Sul-Sudeste;
- Partida como mandante diante da Ponte Preta no dia 18 de abril, em mais uma rodada fundamental da Série B do Campeonato Brasileiro.