O psiquiatra e escritor Augusto Cury, de 67 anos, conhecido por obras de sucesso como “O Vendedor de Sonhos”, foi anunciado neste domingo (5 de abril) como pré-candidato à Presidência da República para as eleições de 2026. A oficialização da entrada do autor na política institucional ocorreu pelas redes sociais do partido Avante, legenda de centro à qual o médico se filiou recentemente. De acordo com informações do UOL Notícias, o anúncio marca a intenção da sigla de apresentar um nome que promete romper com o cenário de divisão ideológica no país.
A divulgação da pré-candidatura foi acompanhada por uma fotografia em que o autor de best-sellers aparece cumprimentando o presidente nacional do Avante, o deputado federal Luís Tibé (Avante-MG). A mensagem central da legenda e de seu dirigente foca na exaustão do eleitorado em relação aos embates políticos recentes, prometendo uma alternativa pautada no avanço social.
Qual é o posicionamento do Avante sobre o atual cenário político?
Para justificar a escolha do nome do escritor para a disputa ao Palácio do Planalto, a direção do partido utilizou suas plataformas digitais para destacar a necessidade de uma mudança de rumo no debate público. A sigla argumenta que a população busca alternativas fora do espectro político tradicional.
“O povo brasileiro não aguenta mais essa polarização e é preciso virar essa página com alguém que consiga fazer o nosso país avançar com prosperidade e qualidade de vida para as pessoas!”
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A mesma visão foi reforçada pelo parlamentar Luís Tibé, que reiterou o discurso de que o país necessita de uma liderança capaz de promover o avanço nacional sem recorrer aos extremismos que marcaram os últimos pleitos presidenciais, historicamente polarizados entre o lulismo e o bolsonarismo.
Como Augusto Cury reagiu à indicação para as eleições de 2026?
Logo após a confirmação por parte do partido, o próprio recém-filiado utilizou seus perfis na internet para comentar o passo dado em direção à corrida eleitoral. Em seu pronunciamento, o psiquiatra tentou se distanciar da imagem de um político tradicional focado na manutenção de cargos públicos.
“Meu objetivo é contribuir para a construção do Brasil dos nossos sonhos. Não amo o poder, não preciso do poder e não busco o poder pelo poder. Não se trata de um projeto pessoal, mas de uma jornada. Uma jornada 100% baseada em projetos e 0% de ataques pessoais.”
A declaração do autor sinaliza uma estratégia de campanha que deve evitar o confronto direto com adversários, focando em propostas de gestão. A promessa de uma trajetória livre de ataques pessoais alinha-se ao perfil que o médico construiu ao longo de décadas publicando literatura voltada ao bem-estar mental e emocional.
Quem é o novo pré-candidato e qual o histórico de seu partido?
Natural do município de Colina, localizado no interior do estado de São Paulo, o pré-candidato formou-se em medicina, com especialização em psiquiatria, pela Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (Famerp). Fora do ambiente acadêmico tradicional, ele alcançou notoriedade global como criador da Teoria da Inteligência Multifocal.
No mercado editorial, seus números expressam o tamanho de seu alcance público. O currículo literário do médico abrange:
- Obras do gênero de autoajuda publicadas em 70 países;
- A marca de mais de 25 milhões de exemplares comercializados unicamente no mercado brasileiro;
- O status de um dos autores mais lidos das últimas décadas no país.
Já o partido que agora abriga o escritor tem um histórico recente de recuos em disputas majoritárias nacionais. Durante o ciclo eleitoral do ano de 2022, a agremiação chegou a lançar o nome do deputado federal André Janones (atualmente filiado à Rede-MG) como postulante ao Palácio do Planalto. Contudo, faltando poucos meses para o dia da votação, a sigla optou por retirar a candidatura independente, firmando uma aliança para apoiar Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na conquista de seu terceiro mandato presidencial.
Agora, a transição de um dos autores mais bem-sucedidos do mercado editorial para o centro do debate político-partidário testará a viabilidade de uma terceira via nas eleições de 2026. Resta observar se a capilaridade conquistada nas livrarias será convertida em capital eleitoral capaz de sustentar o discurso de rompimento da polarização proposto pela cúpula partidária.


