
O Atlético Mineiro estreou com uma derrota frustrante na Copa Sul-Americana, o segundo torneio de clubes mais importante do continente. Jogando com uma equipe alternativa, o Galo foi superado por 2 a 1 pelo Academia Puerto Cabello nesta quarta-feira (8), no Estádio Misael Delgado, localizado na cidade de Valência, na Venezuela. A partida, válida pela primeira rodada do Grupo B da competição, escancarou as dificuldades defensivas e a falta de criatividade do elenco montado pelo técnico Eduardo Domínguez.
De acordo com informações do GE, a comissão técnica optou por poupar os titulares para priorizar o Campeonato Brasileiro, a principal competição nacional. No entanto, a estratégia custou caro. A equipe cometeu muitos erros na marcação, especialmente durante o primeiro tempo, período em que sofreu os dois gols venezuelanos e demonstrou instabilidade tática.
Por que a defesa do Atlético-MG falhou tanto na partida?
O sistema defensivo foi o setor mais vulnerável da equipe brasileira na Venezuela. O zagueiro Junior Alonso atuou improvisado mais pelo lado esquerdo e enfrentou enormes dificuldades. Como resultado de seu mau posicionamento, as duas jogadas que originaram os gols da equipe da casa nasceram justamente de seu setor de cobertura defensiva.
Além disso, outros defensores também tiveram atuações abaixo da média. Preciado ficou mal posicionado no lance do primeiro gol do Puerto Cabello, enquanto Lyanco perdeu a disputa aérea que resultou no segundo tento adversário. O goleiro Everson foi um dos poucos poupados de críticas agudas no setor, pois não teve responsabilidade direta nos gols sofridos e tentou orientar a linha de zaga.
Quais foram os principais problemas do ataque alvinegro?
Apesar de terminar o jogo com maior posse de bola, o time mineiro não conseguiu traduzir esse controle em finalizações efetivas. O meio-campo, formado por peças como Igor Gomes, Bernard e Gustavo Scarpa, se mostrou pouco produtivo e não conseguiu reter a bola com objetividade. Scarpa limitou sua participação basicamente às cobranças de bolas paradas.
No setor ofensivo, o único destaque positivo inicial foi o atacante Dudu, responsável por marcar o gol de honra da equipe brasileira ainda na primeira etapa. Outros nomes que estiveram em campo tentaram mudar o cenário, mas sem sucesso absoluto diante da meta rival. Abaixo, estão os principais pontos do desempenho dos atacantes:
- Dudu: Autor do único gol atleticano, buscou jogo e tentou dar profundidade à equipe na primeira etapa.
- Cauã Soares: Procurou participar da partida e teve uma boa oportunidade, mas parou em uma grande defesa do arqueiro venezuelano.
- Cassierra: Também desperdiçou uma chance clara, bloqueada pelo goleiro adversário, e não conseguiu levar mais perigo ao longo dos noventa minutos.
Qual é o impacto desse resultado para a sequência da temporada?
O revés fora de casa acende um alerta imediato para a comissão técnica em relação à profundidade e à confiabilidade do elenco. O planejamento de utilizar uma formação alternativa no torneio continental exige que os suplentes consigam manter um padrão competitivo de jogo, algo que não se confirmou na atuação em Valência.
Agora, o clube precisa se reabilitar rapidamente nas próximas rodadas da fase de grupos para não comprometer o avanço à etapa de mata-mata. A necessidade de entrosamento e de melhor tomada de decisão no último terço do campo ficaram evidentes. O desafio de Eduardo Domínguez será equilibrar o desgaste físico do grupo principal entre a recuperação na copa internacional e a maratona estrutural da liga nacional.