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Israel diz ter atingido academia militar no Irã, e Guarda confirma morte de comandante

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As Forças de Defesa de Israel (IDF) assumiram a autoria de bombardeios contra a Universidade Imam Hosein, a principal instituição acadêmica militar da Guarda Revolucionária, em Teerã, no contexto dos ataques conjuntos de Israel e dos Estados Unidos iniciados no fim de fevereiro. A ofensiva, que visa desmantelar o desenvolvimento de armamentos avançados, coincidiu com a confirmação, por parte do Irã, da morte do comandante da Marinha, Alireza Tangsiri, em decorrência de ferimentos sofridos durante esses ataques.

De acordo com informações do Monitor Mercantil, a escalada militar ocorre em meio a um processo de negociações entre Washington e Teerã para a formulação de um novo acordo para o fim da guerra. Para o Brasil, o agravamento da tensão no Oriente Médio é relevante porque a região tem peso estratégico no mercado global de petróleo, o que pode repercutir nos preços internacionais dos combustíveis, além de exigir posicionamentos diplomáticos do Itamaraty em fóruns multilaterais.

Por que a Universidade Imam Hosein foi alvo de Israel?

O Exército israelense justificou a ação militar alegando que o complexo educacional abrigava atividades de pesquisa e desenvolvimento de armamento avançado. A instituição possui afiliação direta com a Guarda Revolucionária, considerada a organização militar e ideológica de elite das forças armadas iranianas.

Segundo o comunicado emitido pelas Forças de Defesa de Israel, a infraestrutura militar dentro da universidade foi atacada múltiplas vezes. O objetivo da operação era infligir danos significativos à capacidade do regime iraniano de produzir armas.

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Quais estruturas militares foram destruídas na ofensiva?

As tropas israelenses relataram a destruição de túneis de vento subterrâneos, que seriam utilizados pelo regime para o teste e o desenvolvimento de mísseis balísticos. A ofensiva também atingiu outras instalações sensíveis na capital iraniana.

Entre os alvos bombardeados, havia um centro supostamente destinado à pesquisa e ao desenvolvimento de armas químicas, além de galpões voltados para a fabricação de mísseis e outros equipamentos bélicos.

Qual é o saldo de vítimas dos ataques no Irã?

As autoridades de Teerã confirmaram que a ofensiva já deixou mais de 1,5 mil mortos. A lista de vítimas fatais inclui altos cargos das Forças Armadas, órgãos de segurança e figuras centrais da política nacional. Entre os líderes mortos na campanha militar, estão:

  • O antigo líder supremo, aiatolá Ali Khamenei;
  • O secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional, Ali Larijani;
  • O ministro da Defesa, Aziz Nasirzadeh;
  • O ministro da Inteligência, Esmaeil Khatib.

Como o Irã reagiu à morte do comandante Alireza Tangsiri?

A Guarda Revolucionária confirmou o falecimento do comandante da Marinha quatro dias após as autoridades de Israel anunciarem o óbito. Em comunicado oficial, a corporação explicou que Tangsiri não resistiu à gravidade dos ferimentos causados pelas explosões.

A organização militar ressaltou o papel do almirante no fortalecimento do escudo defensivo das ilhas e costas iranianas, mencionando que as tropas conseguiram derrubar um avião de combate norte-americano e destruir infraestruturas inimigas antes de seu falecimento.

Em nota, a força militar do Irã afirmou que o país possui um histórico longo de frustrar operações de superpotências. O texto relembrou episódios anteriores de escolta de petroleiros e incidentes envolvendo forças ocidentais.

Nosso povo guarda uma lembrança honrosa da captura de fuzileiros navais americanos e britânicos

, declarou a corporação.

A mensagem oficial adotou um tom de retaliação para o futuro do conflito, prometendo que a ausência do líder não diminuirá a capacidade de resposta no Estreito de Ormuz. A via marítima é uma das rotas mais estratégicas do comércio global de petróleo, o que ajuda a explicar por que a evolução do conflito é acompanhada de perto por governos e mercados em vários países, inclusive o Brasil.

Cada combatente é um Tangsiri, e veremos quais surpresas nos reservam nos próximos dias e meses

, concluiu o documento divulgado pela agência Tasnim.

O que declarou o atual líder supremo iraniano?

O atual líder supremo iraniano, aiatolá Mojtaba Khamenei, enviou condolências públicas e enalteceu a trajetória do militar, destacando que aqueles que morrem pela causa religiosa não são considerados mortos perante a fé.

Mojtaba Khamenei classificou o acontecimento como um martírio que honra a juventude da região sul, o povo de Bushehr e toda a nação iraniana. Segundo ele, as forças locais continuarão a proteger as fronteiras marítimas, especialmente o Golfo Pérsico, para assegurar a autoridade e a resistência do regime.

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