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Hospital Galileu (PA) realiza 2,5 mil atendimentos sociais mensais

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O Hospital Público Estadual Galileu (HPEG), localizado na Região Metropolitana de Belém (PA), alcançou a marca média de 2,5 mil atendimentos mensais realizados por sua equipe de assistência social, conforme balanço divulgado no início de abril de 2026. A unidade, consolidada como referência em trauma ortopédico na região Norte, implementa uma estratégia de cuidado que transcende o tratamento clínico, focando na dignidade e na garantia de direitos fundamentais dos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS). De acordo com informações da Agência Pará, a atuação ocorre de forma integrada à equipe multiprofissional para assegurar o suporte necessário desde a internação até a alta segura.

A equipe do serviço social é composta por quatro profissionais que identificam demandas sociais, medeiam conflitos e articulam redes de apoio para pacientes em situação de vulnerabilidade. O trabalho exemplifica as diretrizes da Política Nacional de Humanização (PNH) do SUS, que preconiza o atendimento integral em unidades hospitalares de todo o país. Sob a gestão do Instituto de Saúde Social e Ambiental da Amazônia (ISSAA), em parceria com a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), o hospital busca mitigar os determinantes sociais que podem impactar negativamente a recuperação da saúde física dos cidadãos atendidos pela rede pública estadual.

Qual é a função primordial da assistência social no ambiente hospitalar?

A coordenação multiprofissional da unidade ressalta que o papel do assistente social é garantir que o paciente tenha acesso pleno aos seus direitos durante o período em que estiver sob cuidados médicos. Tyssia Costa, coordenadora da área, destaca que o atendimento é humanizado e integral.

“O serviço social atua na garantia de direitos dos usuários durante o processo de internação, promovendo um atendimento humanizado e integral. Nosso papel envolve identificar demandas sociais, mediar a relação entre paciente, família e equipe e contribuir para a continuidade do cuidado”, explica a profissional.

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O fluxo de trabalho começa no momento da admissão, com a participação das equipes em visitas técnicas aos leitos e a identificação ativa de necessidades que fogem ao escopo médico. O atendimento abrange diversas frentes de orientação e suporte:

  • Informações sobre benefícios previdenciários e auxílio-doença pelo INSS;
  • Acesso ao Benefício de Prestação Continuada (BPC), benefício federal garantido a idosos e pessoas com deficiência de baixa renda;
  • Encaminhamentos para o Tratamento Fora de Domicílio (TFD), instrumento legal do SUS para pacientes que precisam de cuidados em outras localidades;
  • Mediação de conflitos entre familiares e equipe assistencial;
  • Organização de suporte para pacientes sem rede de apoio familiar.

Como o hospital atua em casos de vulnerabilidade extrema e situação de rua?

A eficácia do serviço social é evidenciada em casos de alta complexidade social, como o atendimento a pessoas em situação de rua. O hospital relatou o caso recente do paciente E. M. dos S., que deu entrada na unidade sem qualquer suporte familiar ou social. A equipe articulou o atendimento junto ao Centro Pop e viabilizou o acolhimento na Casa de Abrigo Camar 1, garantindo proteção social ao indivíduo após o término do tratamento clínico.

Segundo a assistente social Izana Nobre, a abordagem é pautada na ética e na escuta qualificada para a construção de planos de intervenção individualizados.

“Buscamos minimizar riscos sociais e fortalecer vínculos, garantindo que o cuidado não se limite ao período de internação”, afirma Nobre.

Esse olhar ampliado é o que sustenta o pilar de humanização defendido pela gestão da unidade hospitalar.

De que forma é planejada a continuidade do tratamento após a alta?

O encerramento de um ciclo de internação não encerra o trabalho da assistência social. O planejamento de alta responsável envolve a conexão direta com equipamentos da rede pública nacional, como os Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) e os Centros de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS). Essa articulação garante que o paciente tenha condições de manter o tratamento em domicílio com acesso a recursos de saúde e assistência social.

A integração entre medicina, psicologia, enfermagem, fisioterapia e nutrição forma um modelo de cuidado integral. Ao considerar as dimensões emocionais e sociais, o Hospital Galileu busca reduzir as reincidências de internação motivadas por fatores socioeconômicos, promovendo uma recuperação mais sustentável e resolutiva para a população paraense e servindo de modelo prático das diretrizes de humanização do SUS.

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