
O governo do Estado do Acre iniciou na quarta-feira, 1º de abril de 2026, a exibição de peças da cultura regional durante a 21ª edição do Salão do Artesanato – Raízes Brasileiras, sediado em Brasília. De acordo com informações do Governo do Acre, o estande funcionará até domingo, 5 de abril, no Pavilhão do Parque da Cidade. O espaço reúne o trabalho de oito profissionais que representam a diversidade produtiva local, com o propósito de impulsionar a bioeconomia amazônica na capital federal.
A iniciativa é coordenada pela Secretaria de Estado de Turismo e Empreendedorismo (Sete), órgão responsável pelo setor no estado nortista, que selecionou os expositores por meio de um edital de chamamento público. A área dedicada à unidade federativa apresenta uma vasta gama de criações feitas à mão, com foco na valorização de recursos naturais e no trabalho de comunidades tradicionais. Entre os itens expostos pelo grupo, destacam-se biojoias confeccionadas com sementes nativas da Amazônia, peças em marchetaria refinada, esculturas em madeira, artefatos derivados da borracha e autênticos produtos indígenas.
Como a feira nacional impacta a economia criativa local?
O titular da Sete, Marcelo Messias, ressaltou a importância de integrar os produtores da Região Norte aos grandes centros comerciais e circuitos de exposições espalhados pelo país.
“O objetivo do governo do Acre, via Sete, é fortalecer e fomentar a economia criativa local, especialmente viabilizando o acesso a feiras nacionais, que são fundamentais abrir novos mercados, como agora”
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O gestor detalhou que a administração pública tem investido em medidas estruturais para consolidar o setor produtivo criativo antes de lançá-lo no mercado. Messias mencionou ações institucionais práticas voltadas à categoria profissional.
“a ampliação do cadastro estadual dos profissionais da área e a emissão da Carteira Nacional do Artesão, que profissionaliza a categoria”
Ele pontuou ainda que o trabalho em rede é uma ferramenta metodológica essencial para o avanço das políticas regionais e o alcance de um público diversificado.
“Nesta edição do Salão do Artesanato, também contamos com o apoio da Associação de Artesãos do Vale do Juruá (Assavaj), o que reforça a representatividade e a integração das diferentes regiões do nosso estado”
A expectativa oficial do secretário de turismo acreano é que a mostra continue cativando os visitantes do Centro-Oeste, demonstrando na prática o enorme potencial das riquezas naturais e culturais vinculadas à floresta amazônica, acompanhando os bons resultados obtidos em calendários anteriores.
Qual é a percepção do público sobre a arte acreana?
A qualidade técnica e a originalidade das peças provenientes da Floresta Amazônica chamaram a atenção de visitantes e também de expositores de outras unidades da federação. O carioca Daniel Labre, que atua no segmento mercadológico da biossustentabilidade, elogiou o nível do material apresentado no estande nortista.
“Como artesão de biosustentabilidade, acho que o Acre pegou o artesanato brasileiro e elevou a um patamar que é muito difícil os outros estados chegarem”
Após acompanhar o desenvolvimento do trabalho da delegação acreana em exposições de anos anteriores, o visitante concluiu que a produção regional serve de referência metodológica para os demais criadores e agentes culturais.
“O Acre é surreal, é uma escola para o Brasil”
O que dizem os expositores selecionados para o evento?
Para os profissionais que viajaram à capital federal, a vitrine nacional representa uma ponte essencial para a sustentabilidade financeira, geração de renda e reconhecimento cultural. A profissional Vanessa da Silva Lima, especialista na técnica de marchetaria para a confecção desde brincos e porta-joias até mesas de pequeno porte, avaliou a experiência de expansão comercial de forma otimista.
“É oportunidade para divulgar o nosso trabalho, como também temos mostrado em outros estados e até em outros países”
Já a presidente da Associação de Artesãos do Vale do Juruá (Assavaj), Erlândia da Páscoa, enfatizou que o pavilhão brasiliense funciona como uma plataforma vital para promover a arte concebida no interior amazônico, dando visibilidade especial às criações oriundas das aldeias locais. No mesmo espaço coletivo, a profissional Rodney Paiva apresenta ao público itens variados, como colares decorativos de mesa. O destaque de sua prateleira é uma peça exclusiva cujo design narra visualmente a trajetória histórica do estado através do uso sustentável de produtos nativos da floresta.
Quais são os horários e parceiros do 21º Salão do Artesanato?
O encontro cultural realizado em Brasília consolida-se como um dos mais representativos do país, sendo viabilizado com o apoio do Programa do Artesanato Brasileiro (PAB), vinculado ao Ministério do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte do governo federal, e do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). A entrada nas instalações é totalmente gratuita para os cidadãos. Para os interessados em visitar o circuito de estandes no Pavilhão do Parque da Cidade, os horários de funcionamento estabelecidos pela organização foram definidos através do seguinte cronograma diário:
- Quarta-feira e quinta-feira: visitação aberta exclusivamente no período da tarde e noite, das 16 horas às 22 horas.
- Fim de semana (sábado e domingo): atividades ampliadas, com portões abertos ao público das 11 horas às 22 horas.

