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Artemis 2: astronautas pilotam cápsula Orion e contornam falha no espaço

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art002e008487 (April 4, 2026) - NASA astronaut and Artemis II mission specialist Christina Koch peers out of one of the Orion spacecraft's main cabin windows, looking back at Earth, as the crew travel Foto: NASA Johnson Space Center / NASA — Public domain

Durante a madrugada de domingo (5 de abril de 2026), a tripulação da missão Artemis 2 concluiu com êxito um teste fundamental de pilotagem manual da cápsula Orion no espaço profundo. A manobra, essencial para validar os sistemas de navegação da espaçonave, ocorreu de forma paralela aos esforços da equipe técnica para solucionar problemas operacionais a bordo, garantindo o andamento do cronograma da viagem rumo ao satélite natural da Terra. Vale ressaltar que o Brasil é um dos países signatários dos Acordos Artemis, parceria internacional liderada pelos EUA que estabelece diretrizes para a exploração civil e pacífica da Lua e do espaço sideral.

De acordo com informações do Olhar Digital, o teste de controle manual demandou precisão extrema. A astronauta Christina Koch, representante da NASA, e Jeremy Hansen, integrante da Agência Espacial Canadense (CSA), revezaram-se na condução do veículo a partir das 21h09, no fuso horário do leste dos Estados Unidos. A operação teve duração total de 41 minutos.

Como funcionou o teste de pilotagem manual da espaçonave?

A dupla de astronautas executou diversas manobras complexas utilizando dois modos distintos de propulsão. O sistema permitiu movimentos tridimensionais com seis e três graus de liberdade. O objetivo principal dessa etapa técnica foi ampliar a coleta de dados telemétricos sobre o comportamento aerodinâmico e o desempenho da cápsula quando submetida ao ambiente inóspito do espaço profundo, longe da órbita terrestre baixa.

Esta mesma bateria de testes operacionais está programada para ser repetida no oitavo dia de voo da missão, cuja previsão de execução recai sobre a quarta-feira (9 de abril de 2026). Nesse próximo estágio, o comandante da missão, Reid Wiseman, e o piloto Victor Glover serão os responsáveis diretos por assumir os controles manuais. A rotação de funções permitirá que as equipes de engenharia em solo comparem os resultados práticos e obtenham uma avaliação muito mais robusta sobre as reais capacidades de manobra direcional da nave.

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Quais são os preparativos para o sobrevoo lunar?

Enquanto os testes de navegação primária eram conduzidos, os tripulantes também se dedicaram à análise de uma extensa lista de alvos visuais fornecida pela equipe científica da agência espacial. O documento compila características geológicas específicas da superfície da Lua que precisarão ser devidamente mapeadas e registradas em imagens e vídeos durante o aguardado sobrevoo, marcado para a segunda-feira (6 de abril de 2026).

A janela de observação direta do satélite natural terá uma duração contínua de seis horas. O início está previsto para as 14h45, no horário do leste dos Estados Unidos. Neste momento exato, as janelas da cabine principal da espaçonave estarão perfeitamente alinhadas com a Lua. Aproveitando a ocasião, os quatro exploradores também utilizaram uma câmera acoplada à asa do painel solar para registrar imagens informais da equipe no espaço, material fotográfico que será enviado aos servidores terrestres em breve.

Como a equipe contornou o problema no banheiro da cápsula?

Outro ponto crítico da jornada espacial durante o final de semana envolveu a tentativa de consertar um mau funcionamento grave no sistema sanitário da cápsula. No dia anterior, os tripulantes haviam reportado à base um forte odor concentrado no interior da cabine de comando, provocado por um bloqueio físico de gelo que se formou em uma das tubulações do equipamento de coleta de resíduos.

Para desobstruir o duto afetado, a agência espacial executou uma manobra térmica não convencional durante o sábado (4 de abril de 2026). Os astronautas acionaram os propulsores para apontar a saída de ventilação diretamente na direção do Sol. A intenção de engenharia era derreter a obstrução de gelo utilizando a radiação térmica solar combinada com o acionamento forçado de aquecedores internos do veículo. O diretor de voo, Judd Frieling, confirmou posteriormente que o procedimento funcionou de maneira apenas parcial, conseguindo drenar cerca da metade do tanque comprometido.

O que muda no uso dos equipamentos de contingência da missão?

Com o sistema de escoamento principal operando com restrições de volume, a tripulação precisará priorizar o uso das chamadas bolsas de coleta de contingência. A diferença operacional agora é que os ocupantes possuem autorização e volume disponível para esvaziar o conteúdo dessas bolsas de emergência diretamente no tanque principal da nave, graças à liberação parcial obtida pela manobra térmica direcional.

Adicionalmente, os controladores de voo baseados em Houston autorizaram a ativação imediata de uma linha de exaustão reserva de segurança. Isso permitirá que os viajantes espaciais utilizem a estrutura oficial de maneira mais higiênica, porém controlada, até que uma solução mecânica definitiva seja aplicada. Para ilustrar o funcionamento prático desses sistemas alternativos de sobrevivência, o astronauta Don Pettit detalhou a física do aparelho.

O Urinol de Contingência Colapsável agora usado na Artemis 2 essencialmente é um contêiner aberto que controla a interface urina-ar usando forças capilares, assim como meu Copo Espacial faz com o café.

Após cumprir todas as obrigações da escala técnica e mitigar os imprevistos da jornada interplanetária, os astronautas iniciaram seu merecido período de repouso pontualmente às 3h15. O cronograma de operações estabeleceu que o Centro de Controle da Missão seria o responsável por despertar o grupo de especialistas ao meio-dia de domingo, 5 de abril de 2026, marcando o início oficial das tarefas previstas para o quinto dia de voo rumo à órbita lunar.

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