Argentina pode enviar militares ao Oriente Médio se EUA solicitarem

Data:

Outras notícias

Janela partidária: troca de deputados desidrata União Brasil e amplia bancada do PL

A janela partidária resultou na migração de 73 deputados, alterando a correlação de forças na Câmara. O União Brasil lidera as perdas, enquanto o PL amplia sua bancada visando as eleições de 2026.

Michel Temer analisa atuação de Alexandre de Moraes no Supremo Tribunal Federal

Michel Temer avalia a conduta do ministro Alexandre de Moraes e destaca sua disposição para a pacificação nacional. O ex-presidente analisa a trajetória do magistrado no Supremo Tribunal Federal.

Inelegibilidade de Cláudio Castro altera planos do PL para o Senado em 2026

A condenação de Cláudio Castro pelo TSE retirou o ex-governador da disputa eleitoral de 2026. A decisão abre uma disputa interna no PL pela segunda vaga ao Senado no Rio de Janeiro.

PSDB busca retomar protagonismo no Nordeste com novas filiações para as eleições

O PSDB articula novas filiações de peso no Nordeste para recuperar protagonismo político na região. A sigla busca superar a perda da governadora Raquel Lyra e foca na reestruturação para as eleições de 2026.

Rio de Janeiro pode ter duas eleições para governador em menos de quatro meses

Eleitores fluminenses podem ser convocados às urnas duas vezes em 2026 para eleger o governador do estado. A possibilidade de eleições suplementares e gerais em curto prazo mobiliza partidos como PSD, PL e PSOL.

O governo da Argentina declarou que está disposto a enviar militares ao Oriente Médio caso os Estados Unidos (EUA) façam essa solicitação. A afirmativa foi feita pelo porta-voz do governo argentino, Javier Lanari, em entrevista ao jornal espanhol El Mundo na véspera desta publicação (18 de março). Lanari destacou que qualquer assistência que os EUA considerarem necessária será fornecida, embora tenha afirmado não saber se uma solicitação já foi feita.

A postura de apoio irrestrito a Israel e aos EUA vem desde que Javier Milei assumiu a presidência argentina. Milei adotou políticas alinhadas às de Washington, incluindo a saída da Organização Mundial da Saúde (OMS) e uma proposta para transferir a embaixada argentina de Tel Aviv para Jerusalém. Essa transferência simboliza um suporte contundente a Israel, devido à disputada natureza do status da cidade entre israelenses e palestinos. Essa mudança radical na política externa da Argentina, principal parceira comercial do Brasil na América do Sul, contrasta com a histórica postura de não intervenção da diplomacia brasileira e pode gerar novas dinâmicas e possíveis atritos dentro do Mercosul.

Quais são os impactos dessas declarações da Argentina?

Além de apoiar ações militares na região, Milei classificou o Irã como um “inimigo”, reiterando acusações sobre a participação do país no atentado ocorrido em 1994 contra a Associação Mutual Israelita Argentina (AMIA), em Buenos Aires, que deixou 85 mortos — uma acusação que o Irã sempre negou. As declarações do presidente argentino fizeram com que o Tehran Times, jornal iraniano, publicasse um editorial condenando a posição hostil do governo argentino.

Esse editorial sugeriu que Milei sacrifica os interesses nacionais da Argentina em prol dos EUA e de Israel, afirmando que ele ultrapassou limites que ameaçam a segurança do Irã.

— Publicidade —
Google AdSense • Slot in-article

Como as denúncias de corrupção se relacionam com essa situação?

A disposição da Argentina em enviar tropas surgiu em meio a denúncias de corrupção envolvendo o presidente Milei, relacionadas a investimentos na criptomoeda Libra. O jornal argentino El Destape revelou que uma análise do celular de um associado do presidente indicaria um suposto acordo de US$ 5 milhões entre Milei e sua irmã antes da divulgação da Libra nas redes sociais.

Até o momento, o presidente não se pronunciou sobre essas novas alegações. O procurador-geral da Cidade de Buenos Aires, Juan Bautista Mahiques, afirmou que seria imprudente acusar Milei, enquanto deputados da oposição tentam abrir uma investigação no Parlamento sobre o caso.

Qual é a história militar da Argentina no Oriente Médio?

A Argentina não é estranha ao envolvimento em conflitos no Oriente Médio. Em 1991, durante a Guerra do Golfo, o então presidente Carlos Menem enviou navios de guerra para apoiar as operações dos EUA contra o Iraque. Anteriormente, em 1982, o país esteve envolvido na Guerra das Malvinas contra o Reino Unido, conflito no qual os EUA apoiaram os britânicos, resultando em muitas perdas humanas do lado argentino.

Esses contextos históricos ressaltam a complexidade do papel da Argentina em operações militares internacionais e o atual realinhamento estratégico do país com os Estados Unidos sob o governo Milei.

Assine

- Nunca perca uma notícia importante

- Ganhe acesso a conteúdo premium

- Esteja ligado em todos os nossos canais

Últimas

DEIXE UM COMENTÁRIO

Please enter your comment!
Please enter your name here