
O zagueiro Robert Arboleda, equatoriano que atua no clube desde 2017, pode estar com os dias contados no São Paulo Futebol Clube. A diretoria tricolor mudou radicalmente sua postura de tolerância após o jogador não se apresentar para a partida contra o Cruzeiro, realizada no último sábado, 4 de abril. A reincidência de atrasos na temporada de 2026, somada à completa falta de comunicação por parte do atleta, esgotou a paciência do departamento de futebol e pode culminar em uma saída amarga da instituição.
De acordo com informações do GE Futebol, a gestão do clube já notificou o zagueiro oficialmente. O departamento jurídico e a comissão técnica concederam um prazo máximo de 24 horas para que o equatoriano apresente uma justificativa formal sobre seu paradeiro ou retorne imediatamente aos trabalhos no centro de treinamento.
Por que o São Paulo decidiu agir com mais rigor no caso Arboleda?
A mudança de atitude da comissão técnica e da direção são-paulina ocorreu devido à gravidade do último episódio de indisciplina. Diferente de outras ocasiões no passado recente, onde o atleta havia faltado apenas em sessões de treinamento, desta vez o defensor desrespeitou uma ordem direta de jogo. O zagueiro estava oficialmente convocado para o confronto do Campeonato Brasileiro contra o Cruzeiro e simplesmente não compareceu ao local determinado pela comissão.
Além da ausência injustificada na partida oficial, o grande agravante que irritou os dirigentes foi o sumiço sem deixar rastros. O departamento de futebol tentou realizar diversos contatos telefônicos e enviar mensagens ao jogador e a seus representantes, mas não obteve nenhum sucesso. Nos casos anteriores de indisciplina, a comunicação entre as partes ainda existia, o que permitia ao clube tentar gerenciar a crise internamente.
Quais foram os episódios de indisciplina do zagueiro em 2026?
A ausência no jogo do fim de semana de 4 e 5 de abril marcou o quarto episódio de atraso ou desaparecimento do atleta apenas no decorrer da temporada atual. A diretoria já havia perdoado os atos anteriores visando manter a harmonia, mas a acumulação de faltas desgastou irreversivelmente a relação entre o jogador, o elenco e a gestão do clube.
Para compreender o histórico recente do comportamento de Arboleda, é necessário observar a linha do tempo dos eventos que ocorreram ao longo deste ano:
- Pré-temporada: O jogador atrasou sua apresentação oficial para o início do ano, chegando dois dias após a data estipulada pelo departamento físico.
- Carnaval: Sendo poupado do jogo contra o Primavera, o atleta viajou ao Equador e não retornou na data prevista alegando problemas de ordem pessoal, perdendo três partidas subsequentes. Durante este período de ausência, ele foi visto como espectador em um amistoso internacional entre Barcelona de Guayaquil e Inter Miami.
- Mês de março: Após receber três dias consecutivos de folga, o equatoriano deveria ter retornado aos treinos no dia 24 de março, mas reapareceu no clube somente no dia 27, perdendo atividades importantes.
- Jogo contra o Cruzeiro: Faltou à convocação oficial para a disputa em 4 de abril, sem dar explicações ou atender aos sucessivos chamados da diretoria são-paulina.
Qual o impacto das ausências no planejamento do time titular?
As faltas recorrentes afetaram diretamente as estratégias e o planejamento técnico da equipe principal. No episódio ocorrido no final do mês de março, por exemplo, o técnico Roger Machado planejava escalar Arboleda como titular contra o Internacional, buscando suprir a ausência do companheiro Alan Franco. No entanto, diante do atraso sem justificativa de três dias na reapresentação, o treinador foi forçado a alterar a montagem do sistema defensivo e optou pela escalação de Rafael Tolói.
O que acontece se o jogador não apresentar uma justificativa válida?
A notificação extrajudicial enviada pelo São Paulo representa um verdadeiro ultimato ao zagueiro equatoriano. Caso o prazo estabelecido termine sem que haja uma resposta minimamente satisfatória, documentada ou o retorno presencial do atleta às dependências do clube, os dirigentes estão preparados para tomar a medida mais drástica em relação ao vínculo profissional.
A instituição planeja acionar prontamente a cláusula de rescisão unilateral por justa causa, encerrando o contrato do jogador de forma imediata. Esta firme decisão da cúpula reflete o esgotamento total das tentativas de reintegração e demonstra a priorização inegociável da disciplina dentro do elenco, indicando que a longa e turbulenta passagem do defensor pela equipe do Morumbi pode ser encerrada de maneira abrupta e litigiosa nas próximas horas.