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Apreensão de iPhones em Santa Catarina: PRF intercepta carga de R$ 2,1 milhões

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Policiais rodoviários federais inspecionam caixas de papelão abertas contendo dezenas de iPhones em um caminhão.
Foto: Rafael Delazari / flickr (by)

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) realizou, na última quinta-feira, 2 de abril, a apreensão de um veículo abarrotado de equipamentos eletrônicos de alto valor, avaliados em aproximadamente R$ 2,1 milhões. A interceptação ocorreu durante uma fiscalização na rodovia BR-101, no município de Araquari, localizado na região Norte de Santa Catarina. A rodovia é um dos principais corredores logísticos do litoral do país e uma área estratégica para barreiras aduaneiras. A carga era composta majoritariamente por smartphones importados de forma irregular, com forte presença da marca Apple.

De acordo com informações do Canaltech, a descoberta aconteceu durante uma abordagem de rotina realizada pelos agentes rodoviários, que notaram atitudes suspeitas e optaram por uma inspeção minuciosa do automóvel.

O que exatamente foi encontrado no veículo apreendido pela polícia?

Durante a vistoria detalhada no interior do carro, as equipes policiais constataram que o compartimento de passageiros estava sendo utilizado como um depósito improvisado. O volume de mercadorias era tão expressivo que ocupava praticamente todo o espaço interno, sendo transportado de maneira clandestina dentro de diversas mochilas de viagem.

O inventário realizado pelas autoridades confirmou a presença de centenas de dispositivos de luxo. A contagem oficial dos equipamentos de origem estrangeira, todos desprovidos do devido pagamento de impostos obrigatórios para a entrada em território nacional, resultou na seguinte relação de itens apreendidos:

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  • 475 smartphones de última geração, com grande concentração de aparelhos iPhone;
  • 11 relógios inteligentes de diferentes especificações;
  • cinco dispositivos do tipo tablet;
  • 38 relógios de pulso tradicionais fabricados por marcas variadas.

Qual era a rota estabelecida para o transporte dos eletrônicos irregulares?

O motorista do automóvel, um homem de 40 anos de idade, prestou esclarecimentos iniciais aos policiais logo após o flagrante na rodovia. Segundo a versão apresentada pelo suspeito, sua atuação na logística criminosa se restringia estritamente à condução do veículo entre os estados da região Sul do país.

O trajeto da mercadoria de alto valor, de acordo com o relato formalizado pelo condutor, teve início no estado do Paraná. Ele informou às autoridades que retirou o carro já completamente carregado com os produtos ilícitos na cidade de Curitiba. O destino final da encomenda seria o município litorâneo de Balneário Camboriú, também no estado de Santa Catarina. O município catarinense é um forte polo de turismo de alto padrão, o que o torna um destino visado para a distribuição no mercado paralelo de eletrônicos de luxo.

Quais são as consequências legais aplicadas ao condutor do veículo?

O suspeito declarou às autoridades de segurança pública que não possuía conhecimento detalhado sobre a procedência exata dos produtos ou sobre as identidades dos destinatários finais da mercadoria transportada. Ele alegou trabalhar unicamente como motorista terceirizado, recebendo um valor pré-determinado apenas para realizar o frete da carga clandestina.

Em decorrência do flagrante configurado na rodovia, o condutor foi imediatamente detido e encaminhado sob escolta para a sede da Delegacia da Polícia Federal, sediada no município de Joinville, o mais populoso de Santa Catarina. No departamento policial, foram iniciados todos os procedimentos legais e burocráticos referentes à infração penal. O suspeito deverá responder criminalmente por suposto envolvimento em atividade ilícita.

De acordo com a legislação penal brasileira atualizada, o crime de descaminho se caracteriza pela facilitação, entrada ou saída de mercadorias permitidas no território nacional sem o devido recolhimento dos tributos e impostos devidos aos cofres do Estado. A pena máxima estipulada para este tipo de delito federal pode alcançar até quatro anos de reclusão. As investigações técnicas seguirão sob a responsabilidade exclusiva da Polícia Federal, com o objetivo principal de identificar os fornecedores originais e desarticular toda a cadeia de distribuição por trás da carga milionária recém-interceptada.

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