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Anatel planeja os próximos 30 anos para comunicação no Brasil

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Brasil precisa pensar os próximos 30 anos das comunicações, diz superintendente da Anatel

Durante o evento Capacity Latam, realizado na terça-feira (17 de março de 2026), o superintendente executivo da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), Gustavo Santana Borges, destacou a necessidade de planejar as próximas três décadas das comunicações no Brasil. A declaração ocorre à medida que o país encerra um ciclo de 30 anos de infraestrutura básica no setor. Com os atuais contratos de concessão terminando, impõe-se a demanda por novas estratégias. De acordo com informações do Mobile Time, Borges enfatiza novas prioridades, como a inteligência artificial, soberania de dados e a atração de projetos de data centers e cabos submarinos.

O que mudou nas telecomunicações no Brasil?

No painel, Borges relembrou a transformação significativa nas telecomunicações brasileiras nos últimos 30 anos, período marcado pela privatização do Sistema Telebrás na década de 1990. O país passou de um sistema de voz caro e restrito para um modelo moderno, com metas de conectividade universal. Atualmente, a telefonia móvel e a conectividade 4G estão disponíveis em todos os municípios, com a implantação do 5G contratada para até 2030 e a migração do modelo ADSL (banda larga via linha telefônica) para a fibra óptica.

Por que parcerias internacionais são importantes?

O executivo destacou a importância de parcerias internacionais, especialmente com países da América Latina, para atrair data centers e fortalecer a infraestrutura local. A Anatel mantém relações colaborativas com diversas nações, como a Colômbia, visando a expansão da rede até as regiões de fronteira, e a Bolívia, com planos de conectar a fibra do país vizinho até São Paulo, o principal polo econômico e tecnológico brasileiro.

Quais são os desafios e oportunidades para o futuro?

A agência vê nos próximos anos a oportunidade de evoluir em direção a tecnologias emergentes, como cidades inteligentes, carros autônomos e robótica. Borges acredita que, ao se apropriar dessas inovações, o Brasil evitará ser apenas um consumidor e se posicionará como produtor de tecnologia proprietária. O superintendente enfatizou o papel crucial das telecomunicações como plataforma essencial para o ecossistema digital, vital para o funcionamento de ferramentas diárias da população, como o Pix (sistema de pagamentos instantâneos do Banco Central), o WhatsApp e os aplicativos de mobilidade urbana.

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