
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, e sua esposa, a advogada Viviane Barci de Moraes, registraram um aumento de 266% em seu patrimônio imobiliário desde março de 2017, quando o magistrado assumiu sua cadeira na Suprema Corte. Nos últimos cinco anos, o casal adquiriu imóveis à vista que somam R$ 23,4 milhões, localizados em Brasília, São Paulo e Minas Gerais, elevando o valor total de suas propriedades para a marca de R$ 31,5 milhões.
O levantamento detalhado sobre as propriedades foi inicialmente publicado pelo jornal O Estado de S. Paulo e repercutido por outros veículos de comunicação em âmbito nacional. De acordo com informações do Estadão, a pesquisa minuciosa baseou-se diretamente em contratos de compra e venda devidamente registrados em cartórios oficiais nos estados citados.
Segundo os dados divulgados até abril de 2026, a família Moraes possui um portfólio imobiliário composto por 17 imóveis. Antes da posse do ministro no Supremo Tribunal Federal, o patrimônio imobiliário registrado em nome do casal era contabilizado em R$ 8,6 milhões. O salto para a marca de R$ 31,5 milhões representa mais que o triplo do valor original, consolidando uma expansão significativa e acelerada na aquisição de casas, amplos terrenos, confortáveis apartamentos e luxuosas salas comerciais.
Como as aquisições imobiliárias foram realizadas e onde estão?
Uma das características que mais chamou a atenção no levantamento documental é a modalidade escolhida para a efetivação do pagamento. Conforme apurado, as compras recentes, que totalizam os R$ 23,4 milhões concentrados no período dos últimos cinco anos (com destaque para o recorte entre 2021 e 2025), foram realizadas integralmente na modalidade à vista.
Os imóveis de alto padrão adquiridos pela família estão distribuídos por regiões altamente valorizadas do país. De acordo com informações da CNN Brasil, o patrimônio recente inclui propriedades de luxo situadas em pelo menos três unidades da federação. Os registros apontam compras de bens notáveis, tais como:
- Uma casa situada no Lago Sul, bairro nobre e tradicional da capital federal, Brasília (DF).
- Dois apartamentos localizados no Jardim América, área de extrema valorização na capital paulista.
- Um apartamento na cidade turística de Campos do Jordão, localizada no interior do estado de São Paulo.
- Imóveis diversos registrados em cartórios oficiais do estado de Minas Gerais.
A avaliação total do patrimônio em R$ 31,5 milhões leva em consideração estritamente os preços nominais que o casal pagou pela aquisição das propriedades no momento em que as negociações foram fechadas no cartório. Dessa forma, os números refletem os valores originais de compra, sem necessariamente embutir as expressivas valorizações que o mercado imobiliário nessas áreas nobres costuma aplicar com o passar do tempo.
De quem é a propriedade legal dos bens apontados no levantamento?
A estrutura jurídica utilizada nas aquisições envolve tanto a figura da pessoa física quanto a de pessoas jurídicas diretamente ligadas aos membros da família. As publicações destacam que a maior parte dessas compras de imóveis de luxo teria sido realizada por meio do Lex Instituto de Estudos Jurídicos. Esta empresa atua como uma sociedade estabelecida formalmente entre a advogada Viviane Barci de Moraes e os filhos do casal.
Embora Alexandre de Moraes não figure oficialmente em nenhum documento como sócio da referida empresa de estudos jurídicos, a legislação matrimonial vigente no Brasil assegura sua participação direta nesses bens recém-comprados. O ministro é casado com Viviane sob o regime de comunhão parcial de bens. Na prática jurídica e financeira, essa condição familiar significa que todos os bens adquiridos de forma onerosa durante a constância do casamento integram, por direito, o patrimônio comum do casal, independentemente de terem sido registrados no nome de apenas um dos cônjuges ou no cadastro de empresas familiares estruturadas durante a união.
Qual é a remuneração oficial do ministro e o que dizem os citados?
Como membro integrante e titular da mais alta corte do Poder Judiciário do Brasil, Alexandre de Moraes recebe vencimentos que são legalmente limitados ao chamado teto do funcionalismo público federal. De acordo com as informações públicas destacadas na imprensa, o salário mensal atual atrelado ao cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal é de R$ 46 mil, valor que serve constitucionalmente como limite máximo para a remuneração de qualquer servidor público no país. Este detalhe sobre a remuneração é frequentemente contrastado pelas publicações com o volume financeiro das compras à vista feitas no exigente mercado imobiliário do Sudeste e Centro-Oeste.
A imprensa brasileira tem buscado ativamente um posicionamento oficial e transparente da família sobre o considerável crescimento do patrimônio imobiliário documentado. Segundo os veículos de comunicação que conduziram o amplo levantamento cartorial, o casal tem sido procurado reiteradamente para apresentar sua versão oficial dos fatos, fornecer justificativas sobre as transações imobiliárias e elucidar a origem dos recursos utilizados para efetuar compras milionárias em um curto intervalo de tempo.
Moraes e Viviane foram procurados por meio de suas assessorias de imprensa desde o dia 27 de março de 2026 para se manifestarem sobre essas informações, mas não responderam.


