O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, determinou nesta sexta-feira, 10 de abril de 2026, a prisão definitiva de sete condenados do Núcleo quatro da trama golpista ocorrida durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro. A decisão foi tomada em Brasília após o STF declarar o trânsito em julgado do processo, encerrando a possibilidade de novos recursos. De acordo com informações da Agência Brasil, o grupo foi condenado por promover ações de desinformação para disseminar notícias falsas sobre o processo eleitoral e ataques virtuais a instituições e autoridades em 2022.
O mandado de prisão foi enviado ao Exército, que prendeu na manhã desta sexta-feira o major da reserva Ângelo Martins Denicoli, o subtenente Giancarlo Gomes Rodrigues e o tenente-coronel Guilherme Marques de Almeida. O policial federal Marcelo Araújo Bormevet já estava preso preventivamente e passará a cumprir pena definitiva. Ainda não havia, até a publicação original, confirmação sobre o cumprimento da prisão do major da reserva Ailton Gonçalves Moraes Barros.
Quem foi preso e quais situações seguem pendentes?
Além dos nomes já detidos ou com situação processual definida, dois condenados ainda não haviam sido presos. A execução da condenação de Carlos Cesar Moretzsohn Rocha, presidente do Instituto Voto Legal, não foi cumprida. Segundo a reportagem, ele é considerado foragido desde dezembro do ano passado, quando foi alvo de um mandado de prisão preventiva.
O coronel do Exército Reginaldo Vieira de Abreu também não foi preso porque está nos Estados Unidos. A reportagem da Agência Brasil não informa, no texto publicado, novos desdobramentos sobre eventual retorno ao país ou medidas adicionais relacionadas ao caso.
- Presos na manhã de sexta-feira: Ângelo Martins Denicoli, Giancarlo Gomes Rodrigues e Guilherme Marques de Almeida
- Já estava preso preventivamente: Marcelo Araújo Bormevet
- Considerado foragido: Carlos Cesar Moretzsohn Rocha
- Está nos Estados Unidos: Reginaldo Vieira de Abreu
- Sem informação atualizada sobre o cumprimento da prisão: Ailton Gonçalves Moraes Barros
Por que o STF determinou a prisão definitiva dos condenados?
A medida foi adotada após o Supremo declarar o trânsito em julgado do processo. Na prática, isso significa que se encerrou a possibilidade de apresentação de recursos na ação, permitindo o início da execução definitiva das penas impostas aos condenados do Núcleo quatro.
De acordo com a acusação mencionada na reportagem, o grupo foi condenado por atuar em ações de desinformação voltadas à propagação de notícias falsas sobre o processo eleitoral e à realização de ataques virtuais contra instituições e autoridades no ano de 2022. O texto original não detalha, porém, nesta publicação, o tamanho das penas aplicadas individualmente a cada réu.
O que disse a defesa dos acusados?
Durante o julgamento do caso, realizado em outubro do ano passado, a defesa dos acusados defendeu a absolvição dos réus. Segundo a Agência Brasil, os advogados argumentaram que a acusação não descreveu atos criminosos que teriam sido cometidos pelos envolvidos.
A decisão anunciada por Moraes ocorre em mais um desdobramento das ações no STF relacionadas aos acusados de participação na chamada trama golpista. A reportagem informa ainda que o processo do Núcleo quatro chegou à fase de execução definitiva das condenações após o esgotamento das possibilidades de recurso.