Durante a COP30 em Belém, representantes do agronegócio brasileiro se esforçaram para apresentar o setor como uma solução para a crise climática, apesar das críticas sobre seu papel nas emissões de gases de efeito estufa. De acordo com informações do ESG Insights, o evento foi uma oportunidade para destacar práticas agrícolas sustentáveis.
Como o agronegócio se posicionou na COP30?
Em um evento paralelo à COP30, a Agrizone foi montada para demonstrar práticas agrícolas sustentáveis. Francila Calica, diretora da Bayer, destacou a importância de estar presente em eventos desconfortáveis para reforçar a narrativa do setor.
“A gente precisa estar nesses lugares desconfortáveis para a nossa narrativa”, afirmou Calica.
Quais foram as críticas e desafios enfrentados?
Apesar dos esforços para projetar uma imagem positiva, o setor enfrenta críticas por seu papel no desmatamento e nas emissões de gases de efeito estufa. A nova legislação de licenciamento ambiental, apoiada pelo agronegócio, foi criticada por facilitar o desmatamento e reduzir a proteção de biomas.
“Você vai ter situações de propriedades rurais que não têm o CAR analisado”, disse Rodrigo Agostinho, presidente do Ibama.
Quais são as perspectivas futuras para o setor?
O agronegócio busca consolidar práticas sustentáveis como modelo global, mas enfrenta desafios na comprovação científica de suas emissões e absorções de carbono. A Embrapa e outras instituições estão trabalhando para desenvolver dados que possam apoiar essa narrativa.
“O fato é que nós estamos medindo errado o sistema”, afirmou Gilberto Tomazoni, da JBS.


