
A Aena, empresa espanhola que já administra outros aeroportos no Brasil, venceu o leilão para assumir a concessão do Aeroporto Internacional Tom Jobim, o Galeão, no Rio de Janeiro, com um lance de R$ 2,9 bilhões. A disputa ocorreu na segunda-feira, 30 de março de 2026, e definiu que a companhia ficará responsável pela administração do terminal até 2039. Segundo o relato original, a concorrência reuniu três interessados e terminou após uma etapa de lances em viva voz, em meio à recuperação recente do movimento de passageiros no aeroporto.
De acordo com informações do G1 Jornal Nacional, participaram do leilão a Aena, a suíça Zurich Airport e o consórcio Rio de Janeiro Aeroporto, atual operador da concessão. O lance mínimo exigido era de R$ 932 milhões, mas o valor final superou mais de três vezes esse piso.
Como foi a disputa pelo Galeão?
O consórcio Rio de Janeiro Aeroporto, antigo Rio Galeão, apresentou uma proposta de R$ 934 milhões, próxima ao valor mínimo. Já Aena e Zurich Airport empataram inicialmente com ofertas de R$ 1,5 bilhão. Com isso, a definição passou para a fase de lances em viva voz.
Segundo a reportagem, foram mais de 20 lances, e a disputa entre a empresa suíça e a espanhola chegou a ocorrer por centavos. Ao fim da rodada, a Aena apresentou a proposta vencedora de R$ 2,9 bilhões. Além do valor da outorga, a concessionária também terá de repassar à União 20% do faturamento bruto anual.
“Óbvio, se houver choque de grande repercussão, o governo compartilha desse risco. Se, por outro lado, o aeroporto continuar na curva de crescimento muito acentuada, o governo também compartilha dessa melhora”
A declaração foi atribuída, no texto original, ao economista Cláudio Frischtak, ao comentar o modelo da concessão.
Por que o Galeão voltou ao centro da disputa?
O Galeão enfrentou um período de esvaziamento, com saguões vazios e baixo fluxo de passageiros. Durante a pandemia, os voos nacionais se concentraram no Santos Dumont, aeroporto mais próximo do Centro do Rio, enquanto o terminal internacional ficou subutilizado. Nesse contexto, o consórcio Rio Galeão chegou a ameaçar devolver a concessão.
Em 2023, segundo a reportagem, os governos municipal, estadual e federal adotaram um plano de recuperação para reorganizar a operação aeroportuária na capital fluminense. A estratégia incluiu a limitação do número de passageiros no Santos Dumont e a transferência de rotas para o Galeão.
- Limitação do movimento no Santos Dumont
- Transferência de rotas para o Galeão
- Ampliação da participação de voos internacionais com conexões
Quais números ajudam a explicar o resultado do leilão?
De acordo com o texto-base, a reorganização elevou o movimento do Galeão para quase 18 milhões de passageiros em 2025. No mesmo intervalo, o total de embarques e desembarques na cidade do Rio de Janeiro passou de 18,9 milhões, em 2023, para 23,5 milhões, em 2025, um crescimento de 24%.
Uma das explicações apontadas foi o aumento de voos internacionais com conexões para outras cidades brasileiras. Ainda assim, a atual concessionária afirmou que o aeroporto continua operando abaixo da capacidade. A estrutura do Galeão, conforme a reportagem, pode receber 37 milhões de passageiros por ano.
A vitória da Aena amplia a presença da empresa no setor aeroportuário brasileiro. O grupo já responde por 17 aeroportos no país, entre eles o de Congonhas, em São Paulo. Com a entrada do Galeão, a empresa passa a operar terminais em dois dos principais mercados aéreos do Brasil, o que reforça o peso da concessão para a malha nacional de voos domésticos e internacionais. Agora, assume também a gestão de um dos principais terminais aéreos do país, relevante para conexões e para a entrada e saída de passageiros do exterior.