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Acre capta R$ 120 mi no BNDES para desenvolvimento sustentável

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Representante do governo e do BNDES formalizam contrato de investimento em fundo sustentável com assinaturas de papéis.
Reprodução / agencia.ac.gov.br

O governo do Estado do Acre assinou, no início de abril de 2026, uma operação de crédito no valor de R$ 120 milhões junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para financiar um plano de investimentos multissetorial. A formalização do acordo visa executar projetos focados na sustentabilidade e na redução de vulnerabilidades socioeconômicas em diversas regiões acreanas. A iniciativa tem impacto estratégico no cenário nacional, já que aliar o desenvolvimento local à preservação do bioma é fundamental para o cumprimento das metas climáticas do Brasil na Amazônia. O prazo estimado para a conclusão de todas as iniciativas é de até 48 meses.

De acordo com informações do Acre (Gov), os recursos são provenientes do Programa Fundo Clima e do BNDES Invest Impacto. Para o secretário de Planejamento do Acre, Ricardo Brandão, o acordo articula políticas de transição energética, desenvolvimento urbano, bioeconomia e modernização da gestão pública.

Quais são os principais projetos financiados pelo acordo?

O plano financiado pela instituição bancária é composto por sete projetos estratégicos, que serão distribuídos nas regiões do Alto Acre, Baixo Acre e Juruá. A estruturação do portfólio busca gerar impactos simultâneos nas áreas econômica, social e ambiental do estado.

Os investimentos previstos incluem iniciativas voltadas para a infraestrutura verde, o saneamento básico e o uso de energias renováveis. Entre as principais destinações dos recursos estaduais, destacam-se as seguintes obras e implementações:

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  • Revitalização da bacia do Igarapé São Francisco, com aporte de R$ 37,4 milhões;
  • Criação do Jardim Botânico Irineu Serra, com custo de R$ 18 milhões;
  • Implantação de viveiros públicos para reflorestamento, no valor de R$ 14 milhões;
  • Instalação de usinas fotovoltaicas em 40 prédios estaduais, orçada em R$ 12,2 milhões;
  • Construção do Centro de Artesanato e Turismo do Acre, com investimento de R$ 12 milhões.

Como a iniciativa impacta o desenvolvimento urbano e a população?

O conjunto de intervenções urbanísticas e ambientais foi desenhado para mitigar os riscos associados às mudanças climáticas. A revitalização da bacia do Igarapé São Francisco, por exemplo, deve beneficiar diretamente cerca de 70 mil pessoas em uma das áreas mais vulneráveis de Rio Branco, capital do estado, reduzindo riscos de enchentes e melhorando o sistema de drenagem local.

Sobre a importância do financiamento para a região amazônica, o secretário estadual de Planejamento ressaltou a articulação entre as esferas de poder para a execução das medidas.

A contratação desta operação de crédito junto ao Programa Fundo Clima e ao BNDES Invest Impacto reafirma o compromisso do governo com o fortalecimento das políticas públicas de geração de emprego e renda, com eficiência da gestão pública e com a sustentabilidade ambiental, ao promover desenvolvimento socioeconômico sustentável, inclusivo e com justiça climática. É gratificante trabalhar com governantes, gestores públicos e instituições financeiras comprometidas com políticas de Estado e com a proteção da sociobiodiversidade da nossa Amazônia. Portanto, muito obrigado a todos que contribuíram para tornar esta operação uma realidade.

Além da infraestrutura física, a parceria com a instituição federal prevê apoio técnico para a estruturação de parcerias público-privadas (PPPs). Esses estudos visam introduzir inovações na prestação de serviços no sistema prisional e na melhoria da rede física da educação pública do estado, promovendo qualidade e sustentabilidade fiscal.

De que forma o estado avançará na transição energética e bioeconomia?

A instalação das usinas solares em dezenas de edificações governamentais tem como objetivo principal a redução das despesas com energia elétrica. Essa economia operacional tem a meta de liberar recursos do orçamento público para áreas prioritárias como a saúde e a segurança, além de diminuir as emissões de gases de efeito estufa por meio de uma matriz energética limpa.

No campo da bioeconomia, a construção dos viveiros públicos focará na produção de mudas nativas e frutíferas. A medida serve para viabilizar a expansão de sistemas agroflorestais e fortalecer cadeias produtivas ligadas ao açaí, cacau, castanha e madeira manejada, gerando oportunidades de trabalho e renda no meio rural e em diversas comunidades tradicionais.

O plano de investimentos está diretamente alinhado às diretrizes da Agenda Acre 10 Anos, que estipula metas de desenvolvimento regional de longo prazo para o período compreendido entre os anos de 2023 e 2032. O foco principal da administração local, ao captar esses recursos financeiros, é transformar o território em uma verdadeira referência dentro da Amazônia Legal. Isso abrange a execução de políticas públicas que equilibrem a preservação das florestas e o crescimento socioeconômico contínuo.

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