Nos dias 5 e 6 de fevereiro de 2026, o Ministério da Justiça e Segurança Pública sediou em Brasília o Encontro para Validação da Proposta Estratégica do modelo Centro de Acesso a Direitos e Inclusão Social (Cais). O evento, promovido pela Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos (Senad) em parceria com o Programa de Cooperação entre América Latina, Caribe e União Europeia em Políticas sobre Drogas (Copolad III), teve como objetivo fortalecer políticas públicas para pessoas que usam substâncias. De acordo com informações do Ministério da Justiça, o encontro reuniu representantes de diversos países e especialistas.
Qual foi o foco do encontro?
O evento buscou validar e consolidar o modelo Cais, um dispositivo territorial e intersetorial de acesso a direitos e inclusão social. A proposta integra políticas de drogas no âmbito do Copolad III, adaptando-as às vulnerabilidades sociais e ao consumo problemático de substâncias. A secretária nacional de Políticas sobre Drogas, Marta Machado, destacou a criação de uma rede voltada ao acesso a direitos dessa população.
“O que conseguimos construir nesses três anos de governo foi uma pequena revolução no campo da atenção e cuidado às pessoas que usam substâncias”, afirmou.
Como a cooperação internacional contribuiu?
O evento contou com a participação de representantes internacionais, que compartilharam experiências sobre prevenção comunitária e inclusão social. O chefe adjunto da Delegação da União Europeia no Brasil, ministro Jean-Pierre Bou, afirmou:
“Este seminário é uma grande conquista na colaboração entre a União Europeia e o Brasil”.
A técnica do programa Copolad III, Mercedes Alonso, destacou a integração entre governo, universidades e sociedade civil no Brasil como um caminho promissor.
Quais são os próximos passos para o modelo Cais?
Entre as experiências apresentadas, destacou-se o Cais Estação do Cuidado em Fortaleza, que serve como referência para a expansão do modelo no país. Durante o evento, foram discutidos indicadores de qualidade, acompanhamento dos atendidos e a escalabilidade do modelo. A consolidação do referencial metodológico do Cais visa ampliar políticas de drogas baseadas em direitos e inclusão social, reforçando a cooperação internacional e a atuação integrada entre diversas esferas.
