A Clark Solutions vai receber R$ 13 milhões da Finep após vencer o Prêmio Finep de Inovação, com recursos destinados ao desenvolvimento de uma tecnologia para produção de hidrogênio verde. O anúncio foi publicado nesta terça-feira, 22 de abril de 2026, pelo setor de energia, com foco em uma solução nacional voltada à descarbonização e à produção descentralizada próxima ao ponto de consumo. De acordo com informações do Petronotícias, o projeto também prevê o aproveitamento de excedentes de energia renovável que hoje acabam desperdiçados.
Segundo a empresa, a tecnologia será composta por um sistema modular, de fabricação nacional, desenhado para operar em condições otimizadas de temperatura e pressão. A proposta é permitir uma produção descentralizada de hidrogênio, mais próxima do uso final, ao mesmo tempo em que amplia o aproveitamento de energia renovável excedente no sistema.
Como será desenvolvida a tecnologia de produção de hidrogênio?
O projeto está em fase avançada e prevê a construção de um protótipo semi-industrial com capacidade entre 150 e 220 kW. A iniciativa busca consolidar uma solução tecnológica nacional para aplicações energéticas e industriais ligadas à substituição de fontes fósseis.
O cronograma informado estabelece que, até o fim de 2026, o projeto avance para escala industrial, com um eletrolisador acima de 1 MW. Em seguida, ao longo de 2027, estão previstas campanhas de testes e calibração em condições reais de operação para validar o desempenho da tecnologia antes de seu lançamento comercial.
- Protótipo semi-industrial com capacidade entre 150 e 220 kW
- Escala industrial prevista até o fim de 2026
- Eletrolisador acima de 1 MW na próxima etapa
- Testes e calibração em condições reais ao longo de 2027
O que a empresa disse sobre o aporte da Finep?
Ao comentar o resultado, o gerente de Pesquisa & Desenvolvimento da Clark Solutions, Breno Avancini, relacionou o aporte ao reconhecimento da capacidade de inovação da empresa no país.
Essa conquista representa o reconhecimento da capacidade de inovar e desenvolver tecnologia de alto valor agregado no Brasil. O prêmio valida a estratégia de longo prazo e a busca por soluções que contribuam para a descarbonização da indústria. É possível criar soluções competitivas globalmente a partir do país e colaborar para a construção de uma cadeia produtiva mais forte e independente
A companhia afirmou ainda que a tecnologia poderá substituir fontes fósseis em aplicações energéticas e contribuir para o uso de energia renovável excedente, com impacto na eficiência do sistema elétrico. Entre os segmentos citados como mercado-alvo estão amônia verde, fertilizantes, refino e siderurgia.
Reforçamos nosso papel como agentes ativos no desenvolvimento tecnológico do país. Nosso objetivo é provar que o Brasil pode liderar com tecnologia própria, construindo uma base produtiva forte e estrategicamente independente para o mercado global
Quais setores podem ser atendidos pela nova solução?
De acordo com as informações divulgadas, a tecnologia em desenvolvimento poderá ser aplicada em setores industriais que demandam alternativas de menor emissão de carbono. A empresa menciona como frentes potenciais a produção de amônia verde, a indústria de fertilizantes, o refino e a siderurgia.
O aporte reforça a presença do tema do hidrogênio verde no ambiente de inovação industrial e tecnológica do país. No relato da empresa reproduzido pela publicação original, o foco está na construção de uma solução nacional, modular e escalável, com etapas previstas de prototipagem, ampliação de capacidade e validação operacional antes da entrada no mercado.