A Air Canada anunciou a suspensão de várias rotas, incluindo ligações importantes entre o Canadá e os Estados Unidos, em meio à forte alta do preço do combustível de aviação após a guerra entre Irã e Estados Unidos iniciada no fim de fevereiro. As mudanças afetam voos a partir de Toronto e Montreal para o aeroporto John F. Kennedy, em Nova York, além de operações para Salt Lake City e Jacksonville. De acordo com informações da OilPrice, a companhia informou que as suspensões começam em primeiro de junho de 2026 e, no caso das rotas para o JFK, devem durar até 25 de outubro de 2026.
Segundo a reportagem, a Air Canada manterá atendimento à região de Nova York por meio dos aeroportos de LaGuardia e Newark, com cerca de 34 partidas diárias saindo de diferentes pontos do Canadá. A medida ocorre em um cenário de aumento expressivo nos custos operacionais das companhias aéreas, especialmente para empresas com pouca proteção financeira contra oscilações do petróleo.
Quais rotas da Air Canada serão suspensas?
O texto informa que todo o serviço entre Toronto e Montreal com destino ao Aeroporto Internacional John F. Kennedy será suspenso a partir de primeiro de junho de 2026, com retomada prevista em 25 de outubro de 2026. Além disso, os voos para Salt Lake City e Jacksonville também serão interrompidos.
Mesmo com o corte dessas rotas, a companhia disse que continuará operando voos para a área de Nova York por outros aeroportos. A manutenção das operações em LaGuardia e Newark indica uma reorganização da malha, e não uma saída completa desse mercado.
- Suspensão dos voos de Toronto e Montreal para o JFK a partir de primeiro de junho de 2026
- Retomada prevista dessas rotas em 25 de outubro de 2026
- Suspensão adicional de voos para Salt Lake City
- Suspensão adicional de voos para Jacksonville
- Manutenção do serviço para a região de Nova York via LaGuardia e Newark
Por que a companhia decidiu cortar essas operações?
A razão apontada pela reportagem é a disparada no preço do querosene de aviação. De acordo com o texto original, o combustível saltou de cerca de US$ 2,50 por galão antes da guerra para mais de US$ 4,30 por galão em meados de abril. Esse aumento elevou a pressão sobre os custos das empresas aéreas.
A publicação destaca que o combustível de aviação normalmente representa de 20% a 30% das despesas operacionais totais de uma companhia aérea. Por isso, qualquer avanço brusco nos preços tende a afetar diretamente a rentabilidade do setor, em especial entre transportadoras menos protegidas por estratégias de hedge de petróleo.
O movimento da Air Canada é isolado no setor aéreo?
Não. Segundo a OilPrice, a Air Canada passa a integrar um grupo crescente de companhias globais que reduziram suas programações para enfrentar o aumento dos custos operacionais. A reportagem cita Lufthansa e KLM entre as empresas que também cortaram parte de suas agendas de voos recentemente.
O texto também menciona que companhias como JetBlue, Spirit e Frontier já enfrentavam dificuldades de rentabilidade antes mesmo da recente alta do combustível. Em paralelo, uma reportagem anterior citada pela publicação apontou que Delta Air Lines, United Airlines e Southwest Airlines seriam as únicas três transportadoras dos Estados Unidos com expectativa de continuar lucrativas caso o querosene de aviação permaneça em torno de US$ 4,00 por galão.
O cenário descrito indica que a alta do combustível não afeta apenas uma empresa ou um mercado específico, mas pressiona de forma mais ampla a aviação comercial. No caso da Air Canada, a suspensão temporária de rotas para destinos estratégicos nos Estados Unidos aparece como resposta direta à necessidade de conter despesas diante de um ambiente de forte volatilidade energética.