Valmet iniciou a fase de montagem eletromecânica no Projeto Sucuriú, empreendimento da Arauco em construção em Inocência (MS), segundo texto publicado em 16 de abril de 2026. De acordo com informações do Petronotícias, a obra é descrita como a maior fábrica de celulose do mundo construída em etapa única, com partida prevista para o segundo semestre de 2027. A transição ocorre após o avanço da construção civil e das entregas de equipamentos, dentro do cronograma informado pelas empresas.
O projeto teve execução iniciada em 2025 com os trabalhos de estaqueamento. Ainda de acordo com a publicação, a Valmet completou seu primeiro ano de atuação com avanço físico acima do cronograma original nas áreas sob sua responsabilidade, incluindo o fornecimento de equipamentos e sistemas de operação das ilhas de processo da fábrica. O texto também cita CAPEX de US$ 4,6 bilhões e cerca de 70% de progresso na construção civil, com mais de 3,5 milhões de horas executadas.
O que marca a nova fase do Projeto Sucuriú?
A nova etapa desloca o foco das obras civis para a montagem dos sistemas industriais. Segundo a reportagem original, após a conclusão da caldeiraria pesada e o içamento do balão da caldeira, as equipes começarão a instalar redes de tubulação, suportes, válvulas e instrumentação. A meta da Valmet é encerrar 2026 com avanço positivo nessa frente, para permitir o início do comissionamento e dos testes de automação dentro do cronograma previsto.
Em declaração reproduzida pela fonte, o vice-presidente de projetos da Valmet, Francisco Gervasoni, associou o andamento da obra à antecipação de entregas e à disciplina de execução.
“A consolidação da infraestrutura civil e as entregas antecipadas são um sinal claro da nossa disciplina executiva. Estamos transformando um projeto de alta complexidade em uma realidade operacional dentro de um cronograma rigoroso”
Quais equipamentos e estruturas se destacam no canteiro?
Entre os itens mencionados pela publicação está o balão de vapor da Caldeira de Recuperação, vindo da China e já entregue em Inocência. O equipamento tem 300 toneladas, 32 metros de comprimento e 2,6 metros de diâmetro, projetado para operar a 337°C. No canteiro, a montagem também conta com um guindaste com capacidade para 750 toneladas, usado, por exemplo, no içamento do Feedwater Tank, estrutura de 52 metros de comprimento.
A Caldeira de Recuperação, conforme o texto, teve início de montagem antes do prazo previamente definido e já soma mais de 3.000 toneladas de aço em sua estrutura. O equipamento utilizará a tecnologia BFB, da Valmet, para produção de energia e vapor por meio da queima de biomassa e resíduos. A reportagem afirma que esse processo é relevante para a eficiência energética da planta e para a redução de emissões atmosféricas, além da eliminação de gases não condensáveis gerados na produção de celulose.
Na Linha de Fibras, o destaque visual é a verticalização de estruturas. Os digestores deverão ultrapassar 64 metros de altura, enquanto os vasos de pré-impregnação, chamados de ImpBins, devem atingir quase 45 metros. Já a área de Secagem segue dentro do cronograma, com cobertura projetada para proteger cerca de 30 mil m².
Como estão as áreas de secagem, madeira e automação?
Internamente, a operação da área de Secagem contará com mais de 25 mil blow boxes, cujo transporte exigirá 480 carretas, segundo a fonte. Para a movimentação interna, foi instalada uma ponte rolante com capacidade para 75 toneladas. A sala elétrica do Manuseio de Madeiras será uma estrutura multinível e concentrará transformadores, painéis de comando, equipamentos de automação e a sala de controle das seis linhas de picagem de madeira.
A construção dessa área começou em setembro de 2025, com a colocação do primeiro pilar. Ao todo, serão usados 500 m³ de concreto na estrutura. No Manuseio de Madeiras, a capacidade de picagem chegará a 3.000 m³ de cavacos por hora, com peneiras de 1.200 toneladas por hora e picadores de biomassa de 35 toneladas cada, conforme os números divulgados no material original.
- Construção civil nas áreas da Valmet: cerca de 70%
- Horas executadas: mais de 3,5 milhões
- Força de trabalho prevista: de 4.000 para 8.000 pessoas até setembro
- Processamento do DCS: 60 mil sinais de interface
- Núcleos de processamento: 1.004
O Sistema de Controle Distribuído (DCS) da Valmet interligará a unidade fabril e deverá processar 60 mil sinais de interface por meio de 1.004 núcleos de processamento. A publicação afirma que essa configuração consolida o Projeto Sucuriú como o ativo mais digitalizado da história da indústria global de celulose.
Qual é a previsão para os próximos passos da obra?
Em 2026, o projeto entra, segundo a Valmet, em sua fase mais desafiadora, combinando escala industrial e ampliação da gestão de pessoas. O cronograma prevê aumento do contingente da empresa no canteiro de obras, de 4.000 para 8.000 pessoas até setembro, com mobilização de até 600 profissionais por mês. O segundo semestre também deverá ser marcado pelo início das chamadas montagens finas.
Ao fim do texto original, o diretor de Celulose, Energia e Circularidade da Valmet na América Latina, Fernando Scucuglia, afirmou que o projeto segue conforme o cronograma contratual e os marcos técnicos definidos.
“O Projeto Sucuriú encontra-se em plena execução, avançando conforme o cronograma contratual e os marcos técnicos estabelecidos. Estamos implementando soluções tecnológicas de última geração, alinhadas às melhores práticas globais e apoiadas por uma equipe altamente qualificada de profissionais brasileiros e escandinavos, todos com sólida experiência na concepção, no dimensionamento e na construção de complexos industriais de grande escala para produção de celulose. O projeto foi estruturado desde a fase inicial com soluções técnicas comprovadas, forte governança, planejamento integrado e gestão de riscos. Isso nos permite afirmar com segurança que o Projeto Sucuriú será entregue dentro do prazo e com elevados padrões de desempenho, segurança e eficiência operacional”