Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB, foi preso pela Polícia Federal nesta quinta-feira, 16 de abril de 2026, durante a quarta fase da operação Compliance Zero, deflagrada no Distrito Federal e em São Paulo. Segundo a investigação, ele é suspeito de permitir operações sem lastro com o Banco Master e de descumprir práticas de governança. De acordo com informações do Poder360, a ação também apura lavagem de dinheiro para pagamento de vantagens indevidas a agentes públicos.
A corporação informou que cumpre dois mandados de prisão preventiva e sete de busca e apreensão, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal, no Distrito Federal e em São Paulo. Reportagem citada no texto original, assinada pela jornalista Malu Gaspar, do jornal O Globo, afirma que a investigação identificou seis imóveis que teriam sido recebidos por Costa como propina, sendo quatro em São Paulo e dois em Brasília. Os bens são avaliados em cerca de R$ 140 milhões.
O que a operação Compliance Zero investiga?
De acordo com a Polícia Federal, a quarta fase da operação busca investigar um esquema de lavagem de dinheiro voltado ao pagamento de vantagens indevidas que teriam sido destinadas a agentes públicos. A apuração também envolve suspeitas de crimes financeiros, corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa.
“Brasília/DF. A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (16/4), a 4ª fase da Operação Compliance Zero, para investigar esquema de lavagem de dinheiro para o pagamento de vantagens indevidas que teriam sido destinadas a agentes públicos.”
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“Policiais federais cumprem dois mandados de prisão preventiva e sete de busca e apreensão, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal, no Distrito Federal e em São Paulo.”
“Estão sendo investigados crimes financeiros, além de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa.”
Segundo o relato publicado, Paulo Henrique Costa é investigado por suspeita de autorizar negócios entre o BRB e o Banco Master sem lastro adequado. Ele também é suspeito de não ter seguido práticas de governança enquanto esteve à frente da instituição financeira.
Quem é Paulo Henrique Costa e qual foi sua atuação no BRB?
Costa presidiu o BRB de 2019 a 2025. Ele foi indicado ao cargo por Ibaneis Rocha, então governador do Distrito Federal, e permaneceu na função até novembro de 2025, quando a Justiça determinou seu afastamento.
Durante sua gestão, liderou a tentativa de compra do Banco Master pelo BRB. Antes de assumir o comando do banco, trabalhava na Caixa Econômica Federal desde 2001. Na instituição, ocupou o cargo de vice-presidente de Clientes, Negócios e Transformação Digital.
O texto original também informa que ele é formado em administração de empresas, possui especializações na área financeira no exterior e acumulava mais de 20 anos de experiência no mercado financeiro.
Quais medidas foram cumpridas nesta fase da operação?
A Polícia Federal detalhou as medidas judiciais executadas nesta etapa da operação:
- dois mandados de prisão preventiva;
- sete mandados de busca e apreensão;
- ações no Distrito Federal e em São Paulo;
- ordens expedidas pelo Supremo Tribunal Federal.
Até a publicação do material de origem, a operação era apresentada como a quarta fase da Compliance Zero. O foco, segundo a corporação, está na apuração de suspeitas relacionadas a lavagem de dinheiro, corrupção e outros crimes financeiros ligados ao caso.
A prisão de Paulo Henrique Costa ocorre no contexto do avanço das investigações sobre a condução de negócios no BRB e sobre possíveis vantagens indevidas associadas à atuação de agentes públicos. O caso segue sob investigação das autoridades competentes.