Um relatório do Thomson Reuters Institute destaca que a inteligência artificial agêntica está emergindo como a próxima grande evolução em serviços profissionais, incluindo os setores jurídico, tributário, contábil e de risco. No início de 2026, a GenAI deixou de ser uma inovação experimental para se tornar uma componente essencial dos fluxos de trabalho diários. De acordo com o relatório disponível no IT Forum, o uso da inteligência artificial generativa nas organizações aumentou significativamente, passando de 22% para 40% em um ano.
A introdução da IA agêntica propõe uma mudança de paradigma, pois esses sistemas podem planejar, raciocinar e executar tarefas complexas autonomamente, exigindo mínima supervisão humana. Atualmente, a adoção dessa tecnologia está em fase embrionária, presente em apenas 15% das iniciativas empresariais; no entanto, as expectativas são consideráveis, com 53% das organizações planejando ou considerando seu uso, estima-se que até 2030, 77% dos profissionais a utilizarão de forma central.
Quais são os desafios enfrentados pelas empresas?
Embora o mercado esteja aderindo rapidamente à tecnologia, as empresas enfrentam desafios em medir o retorno sobre investimento (ROI). Apenas 18% das empresas entrevistadas têm métricas formais para avaliar economicamente as implementações de IA. As métricas existentes se concentram em economias internas de custos e na utilização pelos funcionários, deixando de lado impactos diretos como a satisfação do cliente e a geração de novas receitas.
Além disso, apesar de uma maioria de clientes corporativos desejar que seus provedores externos adotem a IA, poucos estabelecem diretrizes claras, gerando instruções contraditórias e incertezas nas práticas empresariais, conforme reportado por 40% das empresas.
Qual é o impacto da IA no ambiente profissional?
Com a capacidade da IA de realizar rapidamente tarefas que anteriormente demandavam mais tempo, modelos de negócio tradicionais, como o faturamento por hora, especialmente em escritórios jurídicos, estão sob ameaça. Em 2026, uma proporção crescente de profissionais reconhece o potencial da IA em reduzir a necessidade de mão de obra humana, além de impactar nas estruturas salariais existentes.