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Prefeitura de São Paulo amplia idade de ônibus para evitar redução da frota

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A Prefeitura de São Paulo publicou aditivos contratuais que ampliam temporariamente a idade máxima permitida para ônibus em operação no sistema municipal, medida adotada para evitar redução da frota e risco de comprometimento do transporte coletivo. A atualização foi publicada em abril de 2026 e atinge veículos que já deveriam ter sido retirados de circulação, em meio ao atraso da eletrificação e à proibição de compra de novos ônibus a diesel. De acordo com informações do Diário Transporte, a justificativa oficial é evitar uma “redução de frota a ponto de comprometer a execução dos serviços de transportes coletivos”.

Segundo o texto, os miniônibus com ano-modelo 2015, 2016, 2017 e 2018, assim como outros modelos de 2013, 2014 e 2015, poderão permanecer no sistema até o fim deste ano. No caso dos mídis, chamados de micrões, a tolerância foi ampliada novamente, com autorização para veículos fabricados em 2011, desde que ano-modelo 2012. A gestão do sistema é feita pela SPTrans, e a mudança vale para as empresas operadoras da capital.

Por que a prefeitura decidiu manter ônibus mais antigos em circulação?

A documentação citada pela reportagem afirma que a medida busca evitar perda de frota em um momento em que a substituição por veículos elétricos não avançou no ritmo esperado. A cidade tem cerca de 1,3 mil ônibus movidos a eletricidade em operação, entre trólebus e modelos a bateria, número abaixo da meta de 2,6 mil prevista para dezembro de 2026 e ainda distante do total de cerca de 13 mil coletivos do sistema municipal.

O cenário é agravado pelo fato de que, desde 17 de outubro de 2022, as empresas não podem mais comprar ônibus movidos a óleo diesel por determinação da gestão municipal. Sem reposição suficiente por modelos elétricos e com infraestrutura ainda incompleta, a frota envelheceu. A própria reportagem informa que, em 2023, a SPTrans já havia autorizado a elevação da idade máxima de parte da frota de dez para 13 anos. Em 2026, os mídis receberam autorização excepcional ainda mais ampla.

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Quais são os impactos dessa decisão para os passageiros?

O material original destaca que veículos entre 11 e 13 anos, ou mais, tendem a oferecer menos conforto e podem apresentar mais desgaste pelo uso intenso. Segundo a reportagem, esses ônibus mais antigos não contam com itens como ar-condicionado e tomadas USB, exigidos para veículos que entraram no sistema a partir de 2015.

O texto também aponta que a idade, por si só, não justifica falhas mecânicas, mas que o uso diário e as condições viárias fazem com que veículos mais antigos estejam mais sujeitos a defeitos, interrupções de viagens, maior tempo de espera nos pontos, lotação e atrasos. Em janeiro de 2026, o Diário Transporte já havia informado que os mídis tinham recebido tolerância extra por haver menos opções de elétricos nesse segmento.

  • Miniônibus de 2015 a 2018 poderão seguir até o fim de 2026.
  • Demais modelos de 2013 a 2015 também permanecem em operação até o fim do ano.
  • Mídis fabricados em 2011, ano-modelo 2012, receberam nova autorização excepcional.

O que explica o atraso na eletrificação da frota?

A reportagem relaciona o atraso à infraestrutura necessária para recarga dos ônibus elétricos. Para atender 50 ônibus elétricos comuns ou 30 articulados, seria preciso elevar a potência da rede de distribuição de baixa para média ou alta tensão, além de implantar subestações nas garagens e em seus entornos. Sem isso, haveria risco de sobrecarga no fornecimento de energia.

O prefeito Ricardo Nunes, segundo o Diário Transporte, atribuiu o atraso à Enel, pela falta de adequação da rede e de ligações para as garagens. A reportagem, porém, também menciona outros fatores apontados por especialistas, como a oferta limitada de alguns modelos elétricos, especialmente os mídis, e a decisão de proibir ônibus a diesel antes da consolidação da infraestrutura necessária.

O texto ainda informa que o atraso abriu espaço para debate sobre alternativas ao diesel e aos elétricos puros, como os ônibus movidos a biometano. Nesse contexto, a meta para 2028 foi alterada para 2,2 mil coletivos, e a referência a veículos “não poluentes” foi substituída por modelos “mais sustentáveis” ou “menos poluentes que o diesel”. A reportagem cita ainda que a empresa Sambaíba, na zona Norte, iniciou em 2024 um projeto com a MWM para conversão de ônibus zero quilômetro a diesel em modelos a biometano.

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