Os contratos de longo prazo para fornecimento de energia e os modelos de autoprodução vêm sendo apontados como alternativa para dar previsibilidade de custos e suprimento à indústria em um cenário de volatilidade do Preço de Liquidação das Diferenças, o PLD. O tema foi apresentado em conteúdo sobre a parceria entre Elera Renováveis e Schulz, que completa um ano em abril, com operação associada a um parque solar no Complexo Solar Janaúba, no norte de Minas Gerais. De acordo com informações da Megawhat, a iniciativa é tratada pelas empresas como forma de reduzir incertezas e reforçar a competitividade industrial.
No material, a avaliação é de que a pressão sobre os custos de energia e a oscilação de preços ampliaram o peso da previsibilidade no planejamento das companhias. Para empresas inseridas em cadeias produtivas complexas, a redução de incertezas aparece como elemento estratégico, não apenas como vantagem operacional.
Por que os contratos de longo prazo são relevantes para a indústria?
Segundo Sandro Trentin, CEO da Schulz, a adoção de acordos de energia de longo prazo está ligada à busca por equilíbrio e estabilidade operacional. A avaliação do executivo é que esse tipo de estratégia ajuda a minimizar surpresas e a garantir maior previsibilidade ao longo do tempo, tanto no suprimento quanto nos custos.
A leitura apresentada no conteúdo é a de que a competitividade industrial não depende apenas de decisões de curto prazo. Nesse contexto, a capacidade de sustentar desempenho consistente ao longo dos anos passa pela estabilidade no fornecimento de energia e pelas condições contratuais firmadas.
Mais do que o custo em si, a previsibilidade ao longo do tempo é o que sustenta a competitividade da indústria.
Como funciona a parceria entre Elera Renováveis e Schulz?
Em abril, a Schulz completa um ano de parceria em autoprodução com a Elera Renováveis. O arranjo envolve um parque solar com capacidade instalada de 48 MW, localizado no Complexo Solar Janaúba, descrito no conteúdo como o maior empreendimento fotovoltaico do Hemisfério Sul.
De acordo com o texto original, a iniciativa permitiu à Schulz garantir que 100% de seu consumo de energia elétrica seja proveniente de fontes renováveis. O material também informa que a Elera investiu mais de R$ 5 bilhões no complexo, que possui capacidade instalada de 1.617 MWp, volume equivalente ao consumo residencial de cerca de 1,2 milhão de pessoas.
- Parceria em autoprodução completa um ano em abril
- Parque solar associado tem capacidade de 48 MW
- Empreendimento fica no Complexo Solar Janaúba, em Minas Gerais
- Schulz passou a ter 100% do consumo elétrico com fontes renováveis
Qual é o impacto da volatilidade do PLD nesse cenário?
O conteúdo destaca que, em cadeias produtivas altamente integradas, a previsibilidade é considerada essencial. Nesse ambiente, a energia elétrica se tornou um dos principais vetores de risco, especialmente diante da alta volatilidade do PLD observada no último ano.
A argumentação apresentada aponta que o problema não se resume ao valor da energia em determinado momento. O ponto central para a indústria seria a capacidade de planejar com mais segurança, investir e crescer com base em condições mais estáveis de fornecimento e custo.
O que a Elera afirma sobre o modelo de autoprodução?
Ricardo Motoyama, vice-presidente Comercial e Novos Negócios da Elera Renováveis, avalia no material que a adoção de energia renovável e do modelo de autoprodução contribui diretamente para a previsibilidade dos negócios. Segundo ele, o preço da energia é formado por diferentes componentes, como custo do fio e encargos setoriais.
No modelo de autoprodução, ainda de acordo com o executivo, esse conjunto de custos pode ser estruturado de forma mais eficiente, o que amplia o controle e a previsibilidade. O conteúdo sustenta que esse fator tem peso especial para operações industriais expostas à concorrência global e que precisam manter custos equilibrados ao longo do tempo.
Na síntese apresentada pela reportagem original, o efeito seria duplo: além do uso de energia renovável, a empresa passa a contar com uma fonte considerada mais competitiva para o negócio. A discussão se insere no avanço de estratégias empresariais voltadas à descarbonização e à redução de exposição à instabilidade do mercado de energia.