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Hospital Oncológico Infantil em Belém promove oficina de culinária para pacientes

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A caring nurse assists a patient in a hospital corridor with a joyful demeanor.
A caring nurse assists a patient in a hospital corridor with a joyful demeanor. Foto: Wellington Tavares — Pexels License (livre para uso)

Na tarde de quarta-feira, 8 de abril de 2026, pacientes mirins e seus acompanhantes no Hospital Oncológico Infantil Octávio Lobo (Hoiol), em Belém, participaram de uma edição especial de Páscoa do projeto Pequenos Chefs. A Política Nacional de Humanização (PNH) do Ministério da Saúde incentiva práticas como essa em todo o país para melhorar o acolhimento de pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS). De acordo com informações da Agência Pará, a iniciativa promoveu o preparo de popcakes, bolinhos em formato de pirulito, como forma de estimular a criatividade e o bem-estar de crianças em tratamento contra o câncer. A atividade visou suavizar a rotina hospitalar e reduzir os impactos emocionais causados pela internação prolongada durante o período festivo.

A assistente do Escritório de Experiência do Paciente (EEP) da instituição, Elizabeth Cabeça, explicou que a iniciativa foi criada em 2016 com o intuito de tornar o ambiente hospitalar mais acolhedor. Segundo a profissional, as ações lúdicas têm impacto direto na recuperação, pois ajudam a reverter quadros de desânimo comuns em pacientes oncológicos. Ao participarem de atividades fora do leito, as crianças demonstram maior engajamento com a equipe assistencial e apresentam melhora significativa no comportamento social e emocional.

Qual o objetivo central do projeto Pequenos Chefs?

A proposta fundamental do projeto é incentivar a convivência entre os pacientes e fortalecer os vínculos com seus acompanhantes. A dinâmica culinária funciona como uma ferramenta de humanização do atendimento, permitindo que as crianças exerçam sua autonomia e criatividade. Para a edição de Páscoa, a escolha dos popcakes buscou unir o sabor característico da data à facilidade de manuseio, garantindo que os pequenos pudessem decorar os próprios doces com confeitos e chocolate.

O projeto conta com o apoio fundamental de voluntários, como o chef de cozinha Paulo de Freitas, de 35 anos. Atuando na iniciativa há três anos, Freitas destaca que a confeitaria possui o poder de transformar sentimentos e oferecer leveza ao dia a dia dos internos. Para o profissional, o voluntariado no hospital representa um processo de renovação pessoal e profissional, utilizando o conhecimento técnico para proporcionar momentos de alegria a quem enfrenta tratamentos complexos.

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Como a atividade impacta a percepção das crianças sobre o hospital?

Para os pacientes, a oficina representa uma ruptura na sequência de exames e medicamentos. A paciente Ágatha Gabriely Costa, de seis anos, expressou satisfação ao participar da decoração dos doces. De forma semelhante, a experiência auxiliou no bem-estar de Davi Lourenço, de três anos, que está em tratamento contra leucemia. Sua mãe, Ana Almeida, relatou que o filho estava estressado por não poder comparecer a festividades escolares, mas encontrou na atividade hospitalar o entretenimento necessário para melhorar seu humor.

A implementação dessas práticas busca atingir os seguintes resultados principais:

  • Minimização dos impactos psicológicos da hospitalização;
  • Estímulo à interação social entre pacientes de diferentes idades;
  • Fortalecimento da relação entre familiares e equipe de saúde;
  • Promoção de momentos de lazer e descontração no ambiente clínico.

Quais são as atribuições do Hospital Oncológico Infantil Octávio Lobo?

O Hospital Oncológico Infantil Octávio Lobo atua como uma Unidade de Alta Complexidade em Oncologia (Unacon) e é considerado uma referência na região Norte para o diagnóstico e tratamento especializado do câncer infantojuvenil. A instituição atende o público na faixa etária de zero a 19 anos, oferecendo suporte integral que vai além da medicina curativa, abrangendo aspectos psicossociais indispensáveis para o sucesso terapêutico em oncologia no Sistema Único de Saúde (SUS).

“A proposta é incentivar a convivência, promover a interação entre as crianças e fortalecer os vínculos com os acompanhantes e a equipe assistencial”

Dessa forma, o projeto Pequenos Chefs consolida-se como uma estratégia de cuidado centrada no paciente, reafirmando que o acolhimento humanizado é parte essencial do protocolo de tratamento em instituições de saúde pública no Pará.

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