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Redes de cobre: FCC acelera desativação nos EUA; entenda reflexos no Brasil

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Organized network server cables for efficient data management.
Organized network server cables for efficient data management. Foto: panumas nikhomkhai — Pexels License (livre para uso)

Em abril de 2026, a Comissão Federal de Comunicações (FCC) dos Estados Unidos — órgão com funções equivalentes às da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) no Brasil — aprovou uma série de novas políticas para acelerar a desativação das antigas redes de cabos de cobre em todo o país. O anúncio oficializa procedimentos modernizados que visam facilitar a transição tecnológica da infraestrutura de telecomunicações norte-americana.

De acordo com informações do portal especializado Total Telecom, o presidente da agência reguladora, Brendan Carr, afirmou que as recentes alterações eliminaram o excesso de regulamentação que historicamente atrasava a substituição do cabeamento obsoleto por tecnologias mais recentes e eficientes.

A medida norte-americana reflete uma tendência global de modernização da infraestrutura. No Brasil, o setor de telecomunicações também vivencia a transição em larga escala das redes de cobre para a fibra óptica, movimento impulsionado tanto pela demanda por conexões de internet mais rápidas quanto pelos altos índices de furtos de cabos metálicos, que afetam gravemente a prestação de serviços no país.

Quais são as principais mudanças aprovadas pela agência?

O conjunto de medidas adotado pela autarquia estadunidense estabelece diretrizes operacionais muito mais ágeis para as empresas provedoras de internet e telefonia. A mudança fundamental reside na simplificação burocrática, permitindo que os provedores utilizem procedimentos simplificados com maior frequência e menor atrito administrativo durante o processo de desligamento das estruturas físicas antigas.

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Entre as alterações técnicas implementadas, destaca-se a criação de dispensas específicas para as companhias do setor. Uma destas dispensas autoriza a retirada definitiva de redes de cobre em áreas onde serviços agrupados são oferecidos aos clientes. A autarquia garantiu que, mesmo com a flexibilização para as empresas, as proteções voltadas aos consumidores permanecerão ativas e inalteradas.

Outra modificação importante envolve a eliminação de exigências de notificação que o Wireline Competition Bureau classificava como excessivas e redundantes. Além disso, o órgão regulador anunciou uma nova dispensa relacionada aos requisitos aplicáveis a serviços que os provedores de telecomunicações consideram legados ou que possuem direitos adquiridos por parte dos usuários.

Por que a transição do cabeamento de cobre é necessária?

A necessidade de atualização tecnológica baseia-se na obsolescência do material e no alto custo de manutenção das linhas tradicionais. O presidente da comissão pontuou que o objetivo central das ações é liberar bilhões de dólares do orçamento das empresas. Esse capital, que antes seria desviado para sustentar as linhas de cobre, poderá agora ser investido na construção de novas redes de alta capacidade.

O líder da instituição criticou duramente a lentidão gerada pelas antigas regras federais, argumentando que a população estava sendo penalizada pelo atraso tecnológico decorrente das pesadas obrigações legais impostas aos provedores de telecomunicações no país. Durante a apresentação das novas normas, declarou:

“As regras desatualizadas da FCC deixaram os americanos na via lenta por muito tempo. Essas regras da FCC forçaram os provedores a despejar recursos na manutenção de redes de linhas de cobre antigas e caras, em vez de investir na infraestrutura moderna e de alta velocidade que os americanos desejam e merecem.”

Quais são os próximos passos para a infraestrutura de telecomunicações?

A expectativa de curto e médio prazo é que as companhias provedoras redirecionem seus investimentos para a modernização da conectividade nos municípios. O foco recairá sobre o desenvolvimento e a implementação de infraestruturas que suportem transmissões de dados em banda larga com maior velocidade, segurança e estabilidade para os usuários finais residenciais e corporativos.

O esforço da agência para reformular o marco regulatório das telecomunicações envolve os seguintes pontos principais destacados pela comissão:

  • Incentivar financeiramente os provedores a investir pesado na construção de novas redes em comunidades por todo o país.
  • Garantir que os assinantes de serviços antigos não fiquem desamparados durante a migração dos sistemas para plataformas modernas.
  • Reduzir drasticamente o peso burocrático de processos de notificação que o departamento de concorrência julgou desnecessários.

Apesar do avanço significativo proporcionado por este primeiro pacote de medidas, a liderança do órgão governamental ressaltou que o debate técnico sobre o futuro do cabeamento de telecomunicações está longe de terminar. A autarquia de comunicações confirmou que manterá a atual trajetória de desregulamentação seletiva voltada para a modernização estrutural das redes.

O executivo garantiu que ainda há muito trabalho pela frente para a comissão concluir totalmente o processo de transição tecnológica nos Estados Unidos, e acrescentou:

“Esse conjunto inicial de ações faz as coisas se moverem na direção certa e cria os incentivos adequados para que os provedores invistam e construam novas redes em comunidades por todo o país.”

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