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Artemis 2 inicia sétimo dia com manobras de retorno e recorde de distância

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A view of Earth taken by NASA astronaut and Artemis II Commander Reid Wiseman from of the Orion spacecraft's window after com
A view of Earth taken by NASA astronaut and Artemis II Commander Reid Wiseman from of the Orion spacecraft's window after completing the translunar injection burn on April 2, 2026. The image features Foto: Reid Wiseman/NASA — Public domain

A tripulação da missão espacial Artemis 2, operada pela agência espacial norte-americana (NASA), iniciou seu sétimo dia de viagem nesta terça-feira (7 de abril de 2026). A bordo da cápsula Orion, os quatro astronautas realizarão manobras de correção de trajetória rumo à Terra e terão um período de descanso programado após dias de intensa atividade e quebra de recordes históricos na órbita lunar. O programa Artemis, que visa a exploração de longo prazo da Lua, conta com a participação estratégica do Brasil, primeiro país sul-americano a assinar os Acordos Artemis (2021) para a cooperação pacífica no espaço.

De acordo com informações do Olhar Digital, a espaçonave alcançou recentemente sua maior aproximação da Lua, passando a uma altitude estimada de 6.546 quilômetros. Durante esse trajeto pelo lado oculto do satélite natural, a comunicação com a NASA foi temporariamente interrompida, um procedimento padrão para essa etapa do voo orbital profundo.

Quais foram os recordes e descobertas na órbita lunar?

Apenas dois minutos após atingir o ponto mais próximo do solo lunar, os astronautas Jeremy Hansen, Reid Wiseman, Christina Koch e Victor Glover registraram a maior distância da Terra já alcançada por seres humanos. A marca de 406.800 quilômetros superou o antigo recorde de 400 mil quilômetros, que havia sido estabelecido no ano de 1970 pela histórica missão Apollo 13.

Além dos dados de telemetria, o grupo observou fenômenos visuais exclusivos e sem precedentes para os dias atuais. Durante o alinhamento entre o Sol, a Lua e a espaçonave Orion, a equipe presenciou um eclipse solar total diretamente do espaço. O evento permitiu a visualização clara da coroa solar, uma camada externa da estrela que normalmente é ofuscada por seu próprio brilho intenso.

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O comandante da missão descreveu o eclipse no espaço da seguinte forma:

“Uma experiência absolutamente espetacular e magnífica.”

Outro detalhe visual notável relatado pela especialista da missão, Christina Koch, foi a percepção da cor do satélite natural. Em contato com o centro de controle da agência, ela destacou que a superfície parecia progressivamente marrom. A variação de tonalidades observada decorre da composição mineral de cada região específica do terreno, distanciando-se do tradicional branco brilhante avistado da superfície terrestre durante a noite.

O que a tripulação observou no lado oculto da Lua?

Ao sobrevoar a face não iluminada do satélite, a tripulação documentou características geológicas fundamentais do terreno alienígena. As fotografias e descrições enviadas incluíram antigas formações de fluxo de lava, crateras de impacto, cristas e rachaduras. Essas evidências visuais fornecem aos cientistas dados cruciais para compreender a composição e a evolução da superfície lunar ao longo dos milênios.

A agência espacial norte-americana emitiu um comunicado destacando as observações feitas nos momentos de transição orbital da nave.

A tripulação testemunhou um “pôr da Terra” — o momento em que a Terra desapareceu abaixo do horizonte lunar — quando a Orion passou por trás da Lua, e um “nascer da Terra”, quando a espaçonave emergiu da borda oposta da Lua.

Adicionalmente, os astronautas identificaram seis clarões luminosos gerados pelo impacto direto de meteoroides contra o solo da Lua. Como o corpo celeste não possui uma atmosfera para desintegrar detritos espaciais, essas colisões ocorrem com frequência. O monitoramento desses impactos auxilia a ciência na reconstrução da dinâmica física do ambiente espacial vizinho.

Como será a fase final da viagem e o retorno à Terra?

O sétimo dia de operações marca a saída definitiva da cápsula da esfera de influência gravitacional lunar. A agenda oficial da tripulação para o período prevê atividades essenciais:

  • Conversa ao vivo com a equipe de ciências lunares em solo terrestre para detalhamento das observações visuais.
  • Acionamento dos motores principais da Orion para a primeira de três manobras de correção de trajetória.
  • Período de folga e descanso para os tripulantes antes da reentrada na atmosfera terrestre.

A jornada espacial também rendeu tributos emocionantes por parte da equipe. Durante o sobrevoo, os astronautas solicitaram oficialmente que uma das crateras lunares recebesse o nome de Carroll, em homenagem à falecida esposa de Reid Wiseman. No início da semana, a equipe já havia escutado uma mensagem de áudio especial deixada pelo veterano astronauta Jim Lovell, das missões Apollo 8 e Apollo 13.

A previsão oficial para a chegada da equipe ao planeta Terra é para a próxima sexta-feira (10 de abril). A missão será encerrada com um pouso de paraquedas no Oceano Pacífico, localizado nas proximidades da cidade de San Diego, nos Estados Unidos.

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