O estoque da Dívida Pública Federal (DPF) encerrou 2025 em R$ 8,635 trilhões, dentro dos limites estabelecidos pelo Plano Anual de Financiamento (PAF). O valor representa um aumento nominal de 1,82% em relação a novembro e de 18% em comparação ao final de 2024. De acordo com informações do Ministério da Fazenda, a Dívida Pública Mobiliária Federal interna (DPMFi) também apresentou crescimento, encerrando o ano em R$ 8,309 trilhões.
Quais foram os destaques da gestão da dívida em 2025?
Durante coletiva de imprensa, o secretário do Tesouro, Rogério Ceron, destacou que “os indicadores ficaram dentro dos limites, após a revisão do PAF, fomentada pela boa demanda do mercado”. A distribuição da dívida por indexadores manteve-se equilibrada, com destaque para os prefixados e índices de preços. O subsecretário da Dívida Pública, Daniel Cardoso Leal, ressaltou a gestão eficiente dos indexadores da dívida, atendendo às necessidades de financiamento do Governo Federal.
Quais são as projeções para 2026?
O PAF 2026 estabelece limites para a Dívida Pública entre R$ 9,7 trilhões e R$ 10,3 trilhões. O Tesouro Nacional planeja aumentar a participação dos títulos prefixados e manter a estabilidade dos juros flutuantes. A estratégia inclui também a ampliação da atuação nos mercados internacionais, com emissões em dólares, euros e yuan.
- Necessidade líquida de financiamento: R$ 1,677 trilhão
- Emissões externas recorde de US$ 10,8 bilhões
- Reserva de liquidez: R$ 1,19 trilhão
Como foi a performance do Tesouro Direto?
O programa Tesouro Direto encerrou 2025 com um estoque de R$ 213,240 bilhões, um aumento de 3,81% em relação ao mês anterior. As emissões atingiram R$ 9,475 bilhões em dezembro, com o Tesouro Selic sendo o título mais demandado. O número de investidores ativos cresceu 14%, totalizando 3,436 milhões ao final do ano.
“É positivo quando a participação de não residentes está acima de 10%. Temos visto essa demanda dos investidores estrangeiros”, pontuou Ceron.



