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Arboviroses: Paraíba inicia nova estratégia de borrifação residual

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Agente de saúde uniformizado utiliza equipamento de borrifação costal para aplicar inseticida em ambiente domiciliar.
Foto: Aécio Neves - Senador / flickr (by)

A Secretaria de Estado da Saúde da Paraíba (SES-PB) iniciou, em 6 de abril, uma qualificação técnica voltada para a implementação da Borrifação Residual Intradomiciliar (BRI) e do BRI Aedes na capital, João Pessoa. De acordo com informações do Governo da Paraíba, a iniciativa busca ampliar o enfrentamento de doenças transmitidas por vetores no território paraibano, com foco em maior agilidade e eficiência nas ações de campo realizadas pelos municípios.

O treinamento ocorre no auditório da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), órgão executivo do Ministério da Saúde, e reúne profissionais que compõem a vigilância ambiental das cidades, incluindo coordenadores e agentes de combate às endemias. O objetivo central é capacitar esses trabalhadores para o uso de inseticidas de ação residual, uma técnica que permite eliminar mosquitos e outros vetores ao interromper a circulação de enfermidades como a doença de Chagas, leishmanioses e as arboviroses urbanas mais comuns, como dengue, zika e chikungunya.

Como funciona a nova estratégia de borrifação residual?

A técnica da Borrifação Residual Intradomiciliar consiste na aplicação de inseticidas específicos em pontos estratégicos das residências e edificações. Diferente de outros métodos voláteis, esse produto é aplicado diretamente em superfícies onde os vetores costumam realizar o repouso, como as paredes internas dos imóveis. Ao entrar em contato com a substância, o inseto é eliminado, o que reduz drasticamente a probabilidade de novas picadas e a consequente transmissão de patógenos.

A SES-PB reforça que o sucesso da medida depende de uma aplicação correta, seguindo rigorosos critérios técnicos e diretrizes nacionais. Por esse motivo, a capacitação foca na precisão do trabalho dos agentes, garantindo que o produto seja utilizado de forma direcionada para maximizar os resultados sem desperdícios ou riscos desnecessários à saúde da população local.

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Qual é a importância da atualização para os profissionais?

Segundo o gerente operacional de saúde ambiental da secretaria, Luiz Almeida, o encontro representa um marco para a vigilância sanitária do estado, uma vez que atualiza práticas que não eram revisadas há um longo período. A estratégia está alinhada às políticas mais recentes de saúde pública e visa fortalecer o controle de agravos que possuem relevância histórica e epidemiológica na região Nordeste.

“Há décadas não se realizava uma capacitação como essa. Estamos trazendo uma atualização importante, alinhada às diretrizes mais recentes, que fortalece o enfrentamento não só das arboviroses, mas também de outros agravos historicamente relevantes”, destacou Almeida.

A programação de treinamento deve se estender ao longo do mês de abril, abrangendo diferentes regiões de saúde para garantir que todo o estado da Paraíba esteja apto a operar sob o novo protocolo. Com a preparação das equipes, espera-se uma resposta mais pronta diante de surtos de doenças sazonais, garantindo que os agentes de endemias atuem com as ferramentas mais modernas disponíveis no país.

Quais são os principais objetivos deste treinamento técnico?

O conjunto de ações promovido pelo governo estadual foca em três pilares principais para a melhoria da saúde pública regional:

  • Modernização das técnicas de controle vetorial em ambientes urbanos e rurais;
  • Padronização do uso de inseticidas residuais conforme as normas de segurança vigentes;
  • Integração entre as equipes municipais e a coordenação estadual para monitoramento de dados.

Ao capacitar os núcleos regionais de saúde, o estado busca criar uma barreira sanitária mais robusta contra a proliferação do Aedes aegypti, principal transmissor da dengue e de outras arboviroses. A vigilância ambiental atua como a primeira linha de defesa, e a qualificação técnica é considerada essencial pela gestão estadual para que as intervenções nos domicílios paraibanos sejam eficazes e seguras para os moradores de todos os 223 municípios.

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