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Furos extras nos tênis: entenda a função técnica e como amarrar o calçado

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Male runner celebrates crossing the finish line in an outdoor marathon race.
Male runner celebrates crossing the finish line in an outdoor marathon race. Foto: RUN 4 FFWPU — Pexels License (livre para uso)

De acordo com informações publicadas em 5 de abril de 2026 pelo portal brasileiro de tecnologia e ciência Olhar Digital, os furos adicionais presentes na parte superior de diversos calçados esportivos possuem uma função técnica específica para melhorar o desempenho e a segurança dos usuários. Em vez de serem meros detalhes estéticos, esses pequenos orifícios foram projetados pela indústria calçadista para otimizar o ajuste do tênis ao formato do pé, reduzindo o atrito durante a prática de atividades físicas intensas ou mesmo em caminhadas cotidianas.

Muitas pessoas compram equipamentos caros, mas ignoram a finalidade anatômica da estrutura do calçado. A principal utilidade do furo extra é a criação de um sistema conhecido como laço de travamento. Essa técnica de amarração estabiliza a região do calcanhar e do tornozelo, impedindo que o pé deslize para frente ou para os lados a cada passada. A fabricante norte-americana de artigos esportivos Nike é uma das empresas que frequentemente orientam seus consumidores sobre a importância desse ajuste fino para a prevenção de lesões e desconfortos. O design moderno dos sapatos atléticos é fruto de pesquisa biomecânica contínua, e cada perfuração obedece a um rigoroso propósito de engenharia.

Por que os furos extras em tênis evitam o surgimento de bolhas?

A formação de bolhas nos pés ocorre primariamente devido à fricção repetitiva entre a pele, a meia e o forro interno do calçado. Quando o usuário corre ou caminha longas distâncias com o cadarço amarrado de forma inadequada, o movimento de atrito gera calor e danos imediatos à epiderme. Ao utilizar os furos extras para travar o tornozelo corretamente, o pé passa a se mover em conjunto com a estrutura do tênis, eliminando o deslizamento interno e erradicando a principal causa do atrito severo.

Além da prevenção de bolhas e calosidades, o uso correto da amarração contribui fortemente para a preservação das articulações e das unhas. Sem o travamento adequado, os dedos acabam se chocando repetidamente contra a biqueira rígida do sapato durante descidas íngremes ou freadas bruscas. Esse impacto constante resulta frequentemente em unhas encravadas ou escurecidas, um problema médico clássico enfrentado por maratonistas e praticantes de trilhas de longa distância.

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Como fazer o laço de travamento passo a passo?

A implementação do laço de travamento é um procedimento rápido que exige apenas o reposicionamento dos cadarços originais do calçado. Para garantir a fixação correta, o esportista deve seguir etapas específicas que transformam os furos extras em pequenas polias mecânicas de sustentação. O processo distribui a pressão de forma uniforme sobre o peito do pé, garantindo firmeza extrema sem estrangular a circulação sanguínea local.

As etapas fundamentais para realizar a amarração especial incluem os seguintes procedimentos práticos:

  • Passar a ponta do cadarço pelo furo extra do mesmo lado, de fora para dentro, criando uma pequena alça circular externa;
  • Repetir o procedimento no lado oposto do calçado, formando duas argolas simétricas próximas ao colarinho do tênis;
  • Cruzar as extremidades dos cadarços e inseri-las por dentro da alça formada no lado contrário;
  • Puxar as pontas firmemente para baixo e para trás, travando as alças ao redor do tornozelo e eliminando folgas;
  • Finalizar com o nó tradicional em formato de laço, garantindo que a tensão seja suportável para o exercício e não cause dores.

Qualquer pessoa pode se beneficiar dessa técnica de amarração?

Embora o recurso seja amplamente divulgado entre corredores de alta performance, os benefícios práticos estendem-se a qualquer indivíduo que utilize calçados fechados na sua rotina de trabalho. Profissionais que permanecem muitas horas em pé relatam uma redução expressiva na fadiga muscular das pernas e na sensação de peso quando adotam o laço de travamento para maximizar o suporte estrutural da pisada e do arco plantar.

Contudo, especialistas em medicina esportiva alertam que a técnica requer cautela na aplicação da força tracional. Uma tensão excessiva nos cadarços pode comprimir severamente os nervos superficiais e os tendões da região, causando dormência aguda ou dores incapacitantes. O equilíbrio ideal consiste em obter estabilidade sem comprometer a flexibilidade natural exigida pela marcha humana. A adaptação final sempre varia conforme a espessura do material do tênis, o tipo de meia escolhida e a anatomia particular do próprio usuário.

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