Donos do navio Dali fecham acordo de US$ 350 milhões sobre ponte nos EUA

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A companhia de seguros ACE American Insurance Company, uma subsidiária da Chubb, fechou um acordo no valor de US$ 350 milhões com as empresas Grace Ocean e Synergy Marine Group, respectivamente proprietária e operadora do navio porta-contêineres Dali. O acerto financeiro ocorre no contexto do colapso da ponte Francis Scott Key Bridge, localizada em Baltimore, nos Estados Unidos. A resolução foi apresentada durante uma audiência em um tribunal federal na quinta-feira, configurando-se como um dos primeiros grandes acordos antes do histórico julgamento civil marcado para o dia primeiro de junho.

De acordo com informações da Splash247, o valor negociado com as companhias é exatamente equivalente à quantia que a seguradora já havia repassado ao estado de Maryland. Esse pagamento inicial ocorreu em um intervalo de apenas dois meses após o trágico desastre registrado em março de 2024. Na ocasião, a apólice estadual atingiu o seu limite máximo de cobertura, consolidando o evento como um dos acidentes marítimos de maior repercussão global nesta década.

Quais são os desdobramentos judiciais pendentes após este acordo milionário?

Apesar da magnitude da quantia acordada, o pacto financeiro não encerra a complexa teia de litígios que envolve o caso do navio Dali. O estado de Maryland, juntamente com diversas outras partes interessadas, continua a buscar reparações legais contra os donos e os administradores da embarcação. A tragédia deixou um rastro de profunda devastação humana e econômica, exigindo respostas rigorosas no tribunal e a responsabilização contínua das partes envolvidas.

Entre os grupos que ainda mantêm processos ativos contra as empresas responsáveis pelo cargueiro de grande porte, destacam-se os seguintes agentes afetados:

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  • As famílias dos seis trabalhadores da construção civil que perderam a vida quando a estrutura desabou.
  • Diversas empresas locais de Baltimore que sofreram prejuízos logísticos e financeiros severos.
  • O próprio governo estadual, que busca compensações adicionais para mitigar os danos à infraestrutura de transporte.

Como as antigas leis marítimas podem limitar o pagamento de indenizações?

A questão jurídica central que será debatida a partir do mês de junho envolve uma controversa estratégia de defesa. As companhias Grace Ocean e Synergy Marine buscam invocar uma legislação marítima secular para limitar a sua responsabilidade financeira total ao montante aproximado de US$ 44 milhões. Este valor representa apenas uma fração minúscula dos danos reais causados pelo impacto contra a principal via da região.

Para efeitos de comparação sobre o custo total do desastre, a reconstrução da ponte Francis Scott Key exigirá um orçamento colossal. As estimativas mais recentes apontam que as obras deverão ultrapassar a marca de US$ 5 bilhões. Além disso, o cronograma foi estendido, com a conclusão do projeto de engenharia adiada para o ano de 2030. Anteriormente, as corporações responsáveis pelo navio já haviam desembolsado US$ 102 milhões em um acordo separado firmado com o Departamento de Justiça dos Estados Unidos.

O que as investigações oficiais apontaram sobre a causa do acidente?

O Conselho Nacional de Segurança no Transporte (NTSB) conduziu uma minuciosa investigação sobre os eventos que antecederam o choque da estrutura metálica. No ano passado, o órgão federal concluiu que um cabo solto no sistema de energia foi o responsável por desencadear múltiplas falhas elétricas a bordo do navio Dali, culminando na perda de controle e no subsequente choque violento contra os pilares de sustentação da rodovia elevada.

No entanto, uma peculiaridade do sistema legal norte-americano adiciona um desafio extra aos promotores e advogados das vítimas envolvidas no litígio. As conclusões técnicas elaboradas pelo NTSB não podem ser citadas de forma direta durante as sessões do julgamento civil. Esse detalhe processual exigirá que as partes reconstruam as evidências documentais e apresentem laudos periciais independentes para comprovar a falha de manutenção perante a corte judicial de Baltimore.

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