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São Paulo FC avança por renovação milionária com a New Balance até 2032

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O São Paulo Futebol Clube está próximo de selar a ampliação do seu vínculo de fornecimento esportivo com a New Balance. De acordo com informações do GE, o Conselho Deliberativo da equipe paulista votará na próxima segunda-feira, 6 de abril, a aprovação de um novo acordo válido até o ano de 2032. A atual diretoria já costurou os termos com a empresa norte-americana, mas depende do aval dos conselheiros, especialmente após o clube receber e analisar uma proposta concorrente da marca Penalty.

O trâmite burocrático para a extensão do contrato teve início no fim do ano de 2025, ainda sob a gestão do então presidente Julio Casares. O documento chegou a ser assinado pelas partes, mas o processo de aprovação interna precisou ser paralisado devido ao impeachment do antigo mandatário. Com a posse do atual presidente Harry Massis, o acordo voltou a ser debatido, enfrentando resistência de uma ala do conselho que considera o prazo de sete anos muito longo e cobra uma discussão mais ampla sobre os valores envolvidos na negociação.

A oferta da New Balance estabelece o início do novo vínculo para o ano de 2026, garantindo um pagamento mínimo de R$ 40 milhões por temporada ao Tricolor. Contudo, as cifras podem sofrer acréscimos significativos. Com a inclusão de variáveis ligadas ao desempenho da equipe em campo e ao volume de vendas de produtos oficiais, o repasse anual tem o potencial de atingir até R$ 60 milhões. O pacote total projeta um montante de aproximadamente R$ 307 milhões ao longo dos sete anos, representando um crescimento de 20% em comparação ao contrato que vigora desde o ano de 2024.

Além do valor fixo e das variáveis, a empresa americana oferece R$ 17 milhões em luvas pela assinatura. Esse montante será diluído ao longo da validade do compromisso, pago em parcelas anuais de R$ 2,5 milhões. Há também o benefício de participação direta do clube nas vendas de varejo, com a garantia de repasse mínimo de R$ 15 milhões por ano, mesmo que ocorra um cenário de baixa comercialização das camisas e demais artigos esportivos da agremiação.

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Quais são os detalhes da proposta concorrente da Penalty?

Em fevereiro de 2026, representantes da Penalty, tradicional marca esportiva brasileira que pertence ao grupo Cambuci S.A, procuraram a gestão de Harry Massis para tentar retomar a parceria com a equipe do Morumbi. A empresa apresentou uma proposta com impacto financeiro imediato atrativo, prometendo o pagamento de R$ 14 milhões à vista em luvas no ato da assinatura. O valor total estimado do contrato até 2032 ficaria em torno de R$ 210 milhões.

Apesar da injeção de capital no curto prazo, o valor anual efetivo garantido pela Penalty, sem contar as luvas e as variáveis esportivas, gira em torno de R$ 28 milhões. A marca promete bônus por metas esportivas de até R$ 9,8 milhões, uma quantia levemente superior ao teto oferecido pela concorrente americana.

Por que o São Paulo prefere o vínculo com a New Balance?

A diretoria são-paulina realizou uma análise minuciosa entre as duas ofertas e identificou pontos críticos na proposta da Penalty. Os principais motivos que fundamentam a preferência institucional pela renovação com a atual fornecedora de material esportivo incluem:

  • A exigência da Penalty em assumir o controle total das lojas físicas e do e-commerce do clube, o que geraria uma perda estimada de R$ 2,5 milhões anuais em receitas diretas para os cofres do Morumbi.
  • O histórico de atritos entre o São Paulo e a Penalty durante a última passagem da marca, entre os anos de 2013 e 2015, período que foi marcado por uma rescisão antecipada do contrato devido a atrasos constantes nos pagamentos mensais.
  • A alta capilaridade da New Balance, administrada no Brasil pelo Grupo Dass, que figura entre os maiores fabricantes e gestores de marcas esportivas do país. A marca conta com mais de quatro mil pontos de venda no território nacional e possui uma robusta rede de distribuição internacional, atendendo mercados estratégicos como Japão, Estados Unidos e Inglaterra.

Diante das avaliações técnicas e financeiras favoráveis, o departamento de marketing são-paulino mantém o foco na continuidade da parceria que já está em vigor. Caso o Conselho Deliberativo decida pela rejeição da proposta na próxima segunda-feira (6), o pré-contrato assinado no ano passado prevê uma cláusula de anulação automática, sem a cobrança de multas rescisórias ou a imposição de qualquer tipo de ônus financeiro para a instituição esportiva.

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