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Fortaleza na Série B: entenda os cinco principais problemas táticos da equipe

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O Fortaleza Esporte Clube vive um começo turbulento na disputa do Campeonato Brasileiro da Série B, somando apenas um ponto nas duas primeiras rodadas da competição nacional. Sob o comando do técnico Thiago Carpini, a equipe cearense tenta reencontrar o caminho das vitórias e lidar com problemas táticos evidentes, após uma dura derrota com quatro gols sofridos contra o Botafogo-SP, tradicional equipe do interior paulista, e um empate sem gols diante do Cuiabá.

De acordo com informações do GE, o time tricolor enfrenta cinco gargalos principais que dificultam seu almejado retorno à elite do futebol brasileiro. A alta expectativa da torcida esbarra, neste momento de reestruturação técnica, na busca por solidez defensiva contínua e por um setor de ataque capaz de converter chances reais em gols na exigente e disputada segunda divisão.

Como o sistema defensivo tem se comportado na competição?

A fragilidade da defesa ficou clara logo na partida de estreia da equipe, disputada no final de março, pela atual temporada da Série B. O Fortaleza sofreu uma goleada severa para o Botafogo-SP, que finalizou 15 vezes ao longo do jogo, sendo seis delas diretamente na direção da meta defendida pelo goleiro Brenno. A ausência de um esquema consolidado com três zagueiros pesou negativamente na ocasião, expondo os defensores e gerando um desequilíbrio visível.

No entanto, o cenário apresentou evolução técnica na segunda rodada do torneio. Contra o Cuiabá, o sistema defensivo tricolor conseguiu se sobressair e não sofreu nenhum susto considerável. O treinador optou por recuar o atleta Ronald para atuar taticamente como um terceiro zagueiro pelo lado direito, o que funcionou e tornou o goleiro Brenno apenas um espectador durante os noventa minutos da partida.

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Por que o ataque do Leão está com baixa eficiência?

Se a linha de zaga mostrou sinais de ajuste e segurança, o setor ofensivo da equipe permanece inoperante e não consegue levar perigo constante às metas adversárias. Nas duas primeiras rodadas do campeonato, o plantel construiu um volume muito baixo de oportunidades claras de balançar as redes, o que gera apreensão na comissão técnica.

Durante a derrota na estreia, mesmo atuando com três atacantes de ofício, o time cearense não registrou sequer um chute perigoso no gol do Botafogo-SP. Já contra o Cuiabá, as raras chances de gol caíram nos pés de Luiz Fernando e Miritello, mas pararam nas boas defesas do goleiro Marcelo Carné. O centroavante Miritello, contratado para substituir nomes influentes de temporadas anteriores, como Lucero e Adam Bareiro, participou de cinco confrontos e ainda não conseguiu marcar nenhum gol oficial.

Quais fatores explicam a lentidão e as falhas individuais?

A imensa dificuldade em marcar gols está diretamente interligada a uma transição de jogo pragmática e consideravelmente lenta. A estratégia atual de povoar o meio-campo acabou excluindo a utilização frequente de pontas velozes e mais agudos, dificultando a quebra de linhas da marcação rival.

Os principais responsáveis por entregar velocidade e infiltração no esquema são Mailton e Luiz Fernando. A ausência de Mailton, que cumpriu suspensão na última rodada, evidenciou a total falta de profundidade tática da equipe. Para agravar o quadro da transição ofensiva pelos lados do campo, o desempenho individual de alguns jogadores tem gerado debates internos e externos.

Entre os pontos de alerta no desenvolvimento do elenco, destacam-se os seguintes fatores:

  • O lateral Fuentes, que atua pelo corredor esquerdo, tem acumulado atuações abaixo do esperado e sofre com críticas por não entregar segurança defensiva nem apoio ao ataque.
  • O jovem Guilherme, revelado nas categorias de base do clube e testado recentemente na Copa do Nordeste, surge como a alternativa mais provável para assumir o setor esquerdo.
  • Vitinho e Luiz Fernando são as opções frequentemente utilizadas pelo comando técnico na tentativa de dinamizar a criação ofensiva e furar bloqueios.

Qual é o próximo desafio e a realidade do campeonato?

A instituição precisa se adaptar o mais rápido possível à realidade dos jogos truncados, que são uma característica histórica da segunda divisão brasileira. Partidas com pouquíssimas chances de gol e retrancas sólidas, como ocorreu no empate contra o Cuiabá, serão o padrão frequentemente enfrentado ao longo da longa competição, já que os adversários valorizam cada ponto disputado e evitam exposições defensivas.

A necessidade de recuperação imediata na tabela coloca o time sob uma pressão natural. O próximo compromisso está marcado para este sábado, 4 de abril, às 16h, quando a equipe entrará no gramado da Arena Castelão, na capital cearense, para enfrentar o Juventude, tradicional clube gaúcho. Será a oportunidade crucial para buscar a primeira vitória na disputa e amenizar a crescente insatisfação de seus torcedores nas arquibancadas.

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