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Cisco mantém expansão de data centers no Brasil mesmo com atraso do Redata

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High-tech server rack in a secure data center with network cables and hardware components.
High-tech server rack in a secure data center with network cables and hardware components. Foto: Sergei Starostin — Pexels License (livre para uso)

A Cisco, multinacional de tecnologia, confirmou nesta terça-feira (31/03) que a demanda por infraestrutura voltada para data centers e inteligência artificial continua em ritmo acelerado no Brasil. Durante o evento corporativo da empresa, a direção da companhia destacou que os clientes que atuam no mercado nacional decidiram avançar com suas operações tecnológicas, independentemente da tramitação do Projeto de Lei (PL) 278/2026. O texto, conhecido como programa Redata, encontra-se em análise pelo Senado Federal.

De acordo com informações do Mobile Time, o presidente da Cisco no Brasil, Ricardo Mucci, explicou que a urgência dos setores corporativos por soluções de conectividade impede que os investimentos fiquem paralisados. O mercado de colocation — aluguel de espaços físicos para servidores — mantém uma trajetória de crescimento contínuo e expressivo no país.

Como o atraso na aprovação do Redata afeta os grandes players do mercado?

Embora a grande maioria dos clientes corporativos siga com seus planos de expansão, o impacto da ausência de uma definição legal incide diretamente sobre os chamados hyperscalers. Essas gigantes da tecnologia, que demandam capacidades massivas de processamento de dados, demonstram maior sensibilidade ao atual ambiente regulatório brasileiro.

O presidente da filial brasileira ressaltou que essas companhias mantêm cautela enquanto aguardam as regras definitivas do setor. “Empresas focadas em construção de data centers e os grandes players do mercado estão ávidos, esperando para fazer isso”, comentou Mucci, destacando que o interesse latente do setor é mensurado pela enorme procura por capacidade de energia em gigawatts para suportar as novas instalações.

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Qual é o posicionamento da Cisco em relação às mudanças no texto legislativo?

A fabricante de equipamentos de rede manifestou apoio formal à tramitação do marco regulatório no Congresso Nacional. A posição da empresa está diretamente ligada às alterações realizadas no formato original da proposta legislativa, que passou a prever mecanismos de proteção e incentivo à indústria nacional.

Esse movimento de reestruturação do texto contou com a articulação da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee). O objetivo principal é garantir equiparação competitiva entre os produtos fabricados internamente e os equipamentos importados. Atualmente, a unidade fabril da corporação produz em território nacional 55% de todo o volume comercializado no mercado interno.

O executivo enfatizou ainda as vantagens estratégicas do território brasileiro. A localização geográfica privilegiada e a abundância de recursos energéticos, especialmente provenientes de fontes renováveis, colocam o país com um imenso potencial para se consolidar como o principal polo de desenvolvimento de inteligência artificial de toda a região da América Latina.

De que maneira a atual crise global de memórias atinge as operações?

Paralelamente aos desafios regulatórios, o mercado lida com um gargalo na cadeia de suprimentos provocado pela falta global de componentes essenciais. O vice-presidente da Cisco para a América Latina, Laércio Albuquerque, relatou que os obstáculos logísticos atuais já provocam reflexos indesejados, impactando tanto os prazos de entrega quanto os custos finais dos projetos.

Para mitigar os danos operacionais causados por essa instabilidade no fornecimento, a direção da companhia recorre às lições aprendidas durante o período da pandemia de Covid-19, quando o mundo enfrentou uma aguda escassez de microchips para o setor eletrônico.

O plano de contenção da multinacional baseia-se em estratégias de gestão corporativa específicas para este cenário desafiador. As principais táticas adotadas em conjunto com o ecossistema tecnológico envolvem:

  • Avaliação individual de cada projeto tecnológico solicitado pelos clientes;
  • Análise detalhada de demanda por demanda para evitar compras superdimensionadas;
  • Trabalho colaborativo e integrado com a vasta rede de parceiros de distribuição logística;
  • Busca por alternativas de engenharia que reduzam o impacto financeiro dos itens encarecidos.

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