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Marina Silva avalia Senado por SP após deixar Ministério do Meio Ambiente

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Brasília (DF), 31/03/2026 - A ministra do meio ambiente, Marina Silva antes da reunião ministerial no palácio do Planalto.
Brasília (DF), 31/03/2026 - A ministra do meio ambiente, Marina Silva antes da reunião ministerial no palácio do Planalto. Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil — EBC/Agência Brasil — CC BY 3.0 BR

A ex-ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva (Rede), anunciou na quarta-feira (1º de abril de 2026) que está avaliando seu futuro político após receber convites de diversas siglas para disputar as eleições gerais de 2026. Ao deixar o comando da pasta na capital federal para cumprir o prazo de desincompatibilização exigido pela Justiça Eleitoral, a política acenou para a possibilidade de concorrer ao Senado Federal pelo estado de São Paulo, embora ressalte que a decisão final sobre a candidatura segue em aberto.

De acordo com informações do UOL Notícias, o nome da ex-titular da Esplanada dos Ministérios é considerado um dos favoritos para integrar a chapa que dará palanque à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no maior colégio eleitoral do país, o reduto paulista.

Quais partidos convidaram Marina Silva para as eleições?

A janela partidária, período legal estabelecido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que permite aos políticos trocar de agremiação sem o risco de perda do mandato, encerrou-se no início de abril de 2026. Até o momento de sua saída do governo, a líder ambientalista confirmou ter sido sondada por um leque variado de legendas ligadas à base aliada.

  • Partido dos Trabalhadores (PT);
  • Partido Verde (PV);
  • Partido Socialismo e Liberdade (PSOL);
  • Partido Socialista Brasileiro (PSB).

No atual cenário desenhado para a disputa majoritária em São Paulo, a estrutura governista já conta com nomes definidos para cargos centrais. O atual ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), desponta como o candidato ao governo estadual, enquanto a ministra do Planejamento, Simone Tebet (MDB), ocupará uma das vagas na disputa para a câmara alta do Congresso Nacional. Como as eleições de 2026 renovam dois terços do Senado Federal, cada estado elege dois parlamentares, e o preenchimento desse espaço restante é o foco das articulações atuais.

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“Por que ainda não decidi? Porque ainda estão fazendo uma construção, de minha parte, muito tranquila [em] São Paulo. Graças a Deus já temos a Simone, graças a Deus já temos o Haddad, e a segunda vaga está sendo discutida.”

Como fica a situação no Ministério do Meio Ambiente e na Rede?

Com o afastamento para o período de campanha, exigido pela legislação eleitoral seis meses antes do pleito, a gestão do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima passa oficialmente para as mãos do número dois da hierarquia da pasta, o secretário-executivo João Paulo Capobianco. Este movimento de desincompatibilização não é isolado dentro da administração federal: aproximadamente 20 ministros deixaram seus postos em abril de 2026 para reforçar as alianças regionais.

A strategy central do Palácio do Planalto ao liberar dezenas de integrantes do primeiro escalão consiste em tentar garantir uma base aliada sólida na próxima legislatura, especialmente no Senado Federal, onde o governo frequentemente enfrenta dificuldades para avançar pautas prioritárias para o país. A consolidação dessa chapa é considerada vital para a articulação política de Brasília.

Paralelamente às definições eleitorais, a ex-ministra enfrenta um impasse interno na Rede Sustentabilidade, agremiação política que ela própria ajudou a fundar e que atualmente compõe uma federação partidária com o PSOL. Existe uma batalha jurídica em andamento devido a alterações recentes no estatuto interno da sigla.

“Estou buscando por meios judiciais, junto com meus companheiros, restabelecer o programa da Rede Sustentabilidade que, no meu entendimento, foi mudado de uma forma que não foi democrática.”

Qual é a perspectiva para a disputa eleitoral?

Apesar de se declarar como uma das poucas figuras ministeriais que deixaram o cargo sem o destino final sacramentado nas urnas, a política demonstra otimismo e disposição para o embate eleitoral que se aproxima. Ela declarou que atuará nas frentes de campanha independentemente da posição que venha a ocupar na chapa definitiva.

“Sou uma das poucas que está saindo em que o martelo ainda não está batido. Mas vou estar na frente da batalha com toda força que eu tenho.”

O nível de reconhecimento por parte do eleitorado de São Paulo também foi destacado pela pré-candidata durante a coletiva de imprensa. Marina valorizou os números favoráveis nas pesquisas recentes de intenção de voto, que a colocam em posição de forte competitividade para representar os paulistas no Congresso Nacional.

“Fico muito honrada de estar sendo cotada como uma dessas possibilidades. Agradecida eu tô ao povo paulista porque nas indicações de pesquisas estou ali, como dizem os políticos tradicionais: ‘nosso nome tá no páreo’.”

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