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Alexandre de Moraes nega uso de jatos ligados a Daniel Vorcaro

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Brasília (DF), 25/02/2026 – Ministro Alexandre de Moraes é visto em um telão no plenário da primeira turma durante segundo di
Brasília (DF), 25/02/2026 – Ministro Alexandre de Moraes é visto em um telão no plenário da primeira turma durante segundo dia do julgamento no STF dos mandantes do assassinato da ex-vereadora, Marielle Franco. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil — EBC/Agência Brasil — CC BY 3.0 BR

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, negou veementemente em 31 de março de 2026 ter utilizado aeronaves ligadas ao empresário Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master. A manifestação pública ocorreu logo após a veiculação de uma reportagem investigativa, conduzida inicialmente pela Folha de S.Paulo, que apontou o uso de jatos executivos associados ao empresário para deslocamentos frequentes do magistrado e de seus familiares. As viagens teriam ocorrido majoritariamente na rota entre Brasília e São Paulo, concentrando-se, segundo a reportagem citada, no período entre maio e outubro de 2025.

Quais são os detalhes sobre os voos do ministro?

De acordo com informações detalhadas pela CNN Brasil e também reproduzidas pelo portal de notícias Brasil 247, o cruzamento de bases de dados oficiais indica que o magistrado e sua esposa, Viviane Barci de Moraes, teriam embarcado em pelo menos oito viagens a bordo de aeronaves com vínculos societários com Vorcaro. Para sustentar a informação, os jornalistas compilaram registros de voo e manifestos de passageiros de órgãos de controle.

A consolidação dessas informações dependeu da verificação de três instâncias de controle e monitoramento aéreo no Brasil: a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), responsável pela regulação da aviação civil; o Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea), ligado à Aeronáutica; e o Registro Aeronáutico Brasileiro (RAB), cadastro oficial de aeronaves do país. Segundo os levantamentos citados, as viagens apresentam as seguintes características operacionais:

  • Sete dos oito deslocamentos aéreos teriam ocorrido a bordo de jatos operados pela Prime Aviation. A empresa atua no mercado de aviação executiva e contava com participação societária de Daniel Vorcaro por intermédio do fundo de investimentos Patrimonial Blue. A companhia possui autorização da Anac para operar serviços comerciais de táxi aéreo.
  • Uma viagem foi registrada em 7 de agosto de 2025. O trajeto teria sido realizado a bordo de um jato executivo modelo Falcon 2000, registrado em nome da empresa FSW SPE.
  • Diferentemente da Prime Aviation, a empresa FSW SPE não possui autorização da Anac para atuar comercialmente na modalidade de táxi aéreo ou fretamento remunerado.

Qual é a ligação com Fabiano Zettel e o mercado financeiro?

O episódio do voo realizado em agosto de 2025 ganha contornos mais complexos na apuração jornalística devido à estrutura de propriedade da aeronave Falcon 2000. Os registros empresariais indicam que, entre os sócios responsáveis por essa aeronave, estaria o pastor Fabiano Zettel. Segundo a reportagem citada, ele é cunhado de Daniel Vorcaro.

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O empresário e ex-banqueiro Daniel Vorcaro ganhou evidência no noticiário político e policial recente devido a imbróglios com a Justiça. Ele teve a prisão decretada e acabou detido após se entregar voluntariamente à Polícia Federal (PF). O caso ampliou o escrutínio sobre figuras públicas e o uso de estruturas empresariais ligadas ao mercado financeiro.

Como a defesa do magistrado responde às acusações?

Diante da repercussão do caso, o gabinete do ministro do STF emitiu posicionamento oficial rejeitando as acusações apresentadas pela reportagem original. A equipe de comunicação do magistrado classificou o levantamento de dados como falho e destacou a ausência de qualquer vínculo de amizade ou negócios com os empresários citados.

Em nota oficial enviada à imprensa, o gabinete fez a seguinte afirmação:

“As ilações da fantasiosa matéria são absolutamente falsas. O ministro jamais viajou em nenhum avião de Daniel Vorcaro ou em sua companhia e de Fabiano Zettel, a quem nem conhece.”

A argumentação da assessoria sustenta que o fato de uma empresa de táxi aéreo pertencer, parcial ou integralmente, a um fundo de investimentos ligado a um indivíduo não significa que os passageiros que contratam ou utilizam os serviços daquela frota tenham qualquer relação pessoal com o investidor. No Brasil, empresas autorizadas como táxi aéreo podem prestar serviço a diferentes clientes sem vínculo direto entre passageiro e investidor da estrutura societária.

Quais são as regras para uso de aeronaves privadas no Brasil?

A distinção entre as modalidades de operação das empresas mencionadas na reportagem é um ponto técnico central para entender a dinâmica da aviação civil brasileira e o peso de eventual averiguação por órgãos de controle, como a Anac. A Prime Aviation opera dentro das normas previstas para a modalidade de táxi aéreo, o que significa que a companhia está habilitada para cobrar pelo transporte de passageiros.

Já a menção ao uso de aeronave registrada em nome da FSW SPE, empresa sem certificação para táxi aéreo, levanta um ponto regulatório relevante. Como o texto original foi interrompido, porém, não há detalhes suficientes para concluir em que condições esse voo teria ocorrido.

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