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EUA usam bombardeiros B-52 sobre o Irã pela primeira vez na guerra

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Estados Unidos passaram a sobrevoar o Irã com bombardeiros pesados B-52 pela primeira vez desde o início da guerra, segundo informações divulgadas na terça-feira, 31 de março de 2026, enquanto Israel relatou novos ataques contra alvos ligados ao regime iraniano e a Guarda Revolucionária prometeu retaliar empresas americanas no Oriente Médio. De acordo com informações do G1 Jornal Nacional, a movimentação americana ocorre em meio ao agravamento do conflito regional, com ataques aéreos, ameaças de retaliação e impactos sobre rotas estratégicas de petróleo. Para o Brasil, uma escalada no Oriente Médio pode afetar o mercado internacional de petróleo e combustíveis, além de elevar a pressão diplomática sobre países que mantêm relações comerciais com a região.

O Pentágono informou que os B-52 já estão sendo usados em ataques sobre território iraniano. Segundo o comando militar dos Estados Unidos, as defesas antiaéreas iranianas estariam praticamente destruídas, o que permitiria o emprego desses aviões mais antigos. No mesmo período, Israel afirmou ter atingido 230 alvos entre segunda-feira, 30 de março de 2026, e terça-feira, 31 de março de 2026, incluindo sistemas de defesa aérea, lançadores de mísseis e fábricas de armamentos.

O que disseram Israel e os Estados Unidos sobre os ataques?

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou na terça-feira, 31 de março de 2026, que o país alcançou objetivos como remover a ameaça nuclear imediata e a capacidade de produção de mísseis do Irã. Ele também declarou que está formando novas alianças com países da região.

Os Estados Unidos divulgaram imagens de ataques recentes contra veículos e aviões militares iranianos. A avaliação apresentada pelo Pentágono sugere um enfraquecimento relevante das estruturas de defesa do Irã, no momento em que Washington amplia sua participação direta nas operações aéreas sobre o país.

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Quais foram as reações do Irã e da Guarda Revolucionária?

Em Bandar Abbas, uma multidão participou do funeral do comandante da Marinha da Guarda Revolucionária, Alireza Tangsiri, morto em um ataque israelense na semana passada. A Guarda Revolucionária informou que, a partir de quarta-feira, 1º de abril de 2026, pretende atacar empresas americanas na região em retaliação aos bombardeios dos Estados Unidos.

O texto original também relata que um drone iraniano incendiou um petroleiro no Golfo Pérsico. Além disso, um navio-tanque que transportava petróleo do Kuwait e da Arábia Saudita para a China foi bombardeado quando estava em um porto de Dubai, nos Emirados Árabes.

Como o conflito afetou Israel e a fronteira com o Líbano?

Em Israel, destroços de mísseis iranianos interceptados provocaram danos em seis regiões do país. Pelo menos oito pessoas ficaram feridas, segundo o relato. Em Avivim, perto da fronteira com o Líbano, a destruição foi atribuída a foguetes disparados pelo Hezbollah, grupo apoiado pelo Irã.

O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, afirmou na terça-feira, 31 de março de 2026, que os militares vão tomar o controle de parte do sul do Líbano. Em declaração reproduzida pelo texto original, ele disse:

Os mais de 600 mil moradores que deixaram o sul do Líbano vão ser proibidos de voltar até que a segurança dos moradores do norte de Israel esteja garantida. As casas próximas da fronteira serão destruídas para remover as ameaças de uma vez por todas

Ainda de acordo com a reportagem, quatro soldados israelenses morreram em confrontos com o Hezbollah na região. Israel também realizou novos bombardeios nos subúrbios de Beirute.

Qual é o impacto regional e internacional da escalada?

O governo do Líbano afirmou que a ofensiva contra o país deixou, até agora, mais de 1,2 mil mortos, incluindo crianças, e forçou mais de 1 milhão de pessoas a deixar suas casas. Em resposta ao agravamento da crise, dez países europeus, entre eles Reino Unido, França e Itália, divulgaram um comunicado conjunto responsabilizando o Hezbollah pela situação atual e pedindo cessação dos ataques, além de cobrar que Israel não amplie a operação terrestre no Líbano.

O Reino Unido anunciou o envio de mais armas e tropas ao Oriente Médio para ajudar aliados a se defenderem dos bombardeios iranianos. Em visita ao Catar, o ministro britânico da Defesa, John Healey, discutiu a reabertura do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas globais de petróleo. A via é estratégica para o comércio mundial de energia, e qualquer interrupção tende a repercutir nos preços internacionais do barril, com possíveis reflexos no custo dos combustíveis no Brasil.

Estamos conversando com mais de 40 países para determinar o que será necessário para reabrir o estreito

Segundo a reportagem, enquanto isso não ocorre, o Irã continua decidindo quem pode e quem não pode navegar por essa via estratégica. O cenário descrito reúne, ao mesmo tempo, ofensivas militares diretas, ameaças de retaliação econômica e pressões internacionais para conter a expansão da guerra.

  • Estados Unidos usaram B-52 sobre o Irã pela primeira vez na guerra
  • Israel disse ter atingido 230 alvos ligados ao regime iraniano
  • Guarda Revolucionária prometeu retaliar empresas americanas a partir de quarta-feira, 1º de abril de 2026
  • Reino Unido anunciou envio de mais armas e tropas ao Oriente Médio
  • Países europeus pediram cessação dos ataques e cautela no Líbano

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