
O dólar comercial caiu para R$ 5,179 e o Ibovespa subiu 2,71% nesta terça-feira, 31 de março de 2026, em meio à melhora do humor dos mercados internacionais diante de sinais de possível desescalada da guerra no Oriente Médio. O movimento ocorreu após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e do presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, indicarem abertura para encerrar o conflito, o que reduziu a aversão global ao risco. De acordo com informações da Agência Brasil, a trégua esperada também influenciou os preços do petróleo e o fluxo de capital para ativos considerados mais arriscados.
A moeda norte-americana encerrou o dia vendida a R$ 5,179, com queda de R$ 0,069, o equivalente a 1,31%. A cotação começou a sessão em leve baixa, mas intensificou o recuo no meio da tarde, após a repercussão das notícias sobre distensionamento no conflito. Com esse resultado, o dólar atingiu o menor nível desde 11 de março, quando havia fechado em R$ 5,15.
Por que o dólar caiu e a bolsa subiu?
Segundo o relato original, os investidores reagiram à perspectiva de redução das tensões no Oriente Médio. Em cenários de menor risco geopolítico, cresce o apetite global por investimentos em mercados emergentes e em ativos de renda variável, enquanto diminui a busca por proteção na moeda norte-americana. Esse rearranjo ajudou a enfraquecer o dólar no mercado doméstico e sustentou a alta da bolsa brasileira. O Ibovespa é o principal índice da B3, a bolsa de valores do Brasil, e costuma refletir o desempenho das ações mais negociadas no mercado acionário brasileiro.
No acumulado de março, apesar dos efeitos do conflito, o dólar subiu 0,87%. Já no primeiro trimestre de 2026, a moeda registra queda de 5,65%, desempenho que, segundo a reportagem, garantiu ao real o melhor resultado entre as principais moedas neste ano.
Como ficou o desempenho do Ibovespa?
O principal índice da bolsa brasileira acompanhou o ambiente externo favorável e fechou aos 187.462 pontos. A valorização de 2,71% foi impulsionada também pela recuperação das bolsas dos Estados Unidos, em um dia de maior disposição dos investidores para assumir risco.
Mesmo com a alta desta terça-feira, o Ibovespa acumulou queda de 0,70% em março, pressionado pela cautela global ao longo do mês. No trimestre, porém, o índice avançou 16,35%, no melhor desempenho para o período desde 2020. A reportagem atribui esse resultado ao fluxo de capital estrangeiro e à expectativa de alívio no conflito, embora ressalte que o cenário segue sensível a eventuais novas escaladas militares.
- Dólar comercial: R$ 5,179, com queda de 1,31%
- Menor cotação desde 11 de março
- Ibovespa: alta de 2,71%, aos 187.462 pontos
- Dólar acumulou alta de 0,87% em março
- Moeda recua 5,65% no primeiro trimestre
- Ibovespa caiu 0,70% em março, mas subiu 16,35% no trimestre
O que aconteceu com o petróleo?
Os preços do petróleo também oscilaram ao longo do dia, refletindo a mesma expectativa de trégua. O barril do tipo Brent para junho caiu cerca de 3%, para US$ 103,97, depois de reportagens de veículos dos Estados Unidos informarem que o Irã estaria disposto a encerrar a guerra sob determinadas condições.
Apesar da queda recente, o petróleo fechou março com valorização de cerca de 40%. De acordo com o texto original, esse movimento foi impulsionado pelos riscos à oferta global, especialmente por causa das tensões no Estreito de Ormuz, passagem marítima entre o Golfo Pérsico e o Golfo de Omã, por onde circula parte relevante do petróleo comercializado no mundo.
Qual é o cenário daqui para frente?
O comportamento dos mercados nesta terça-feira indica que notícias sobre o conflito seguem com forte influência sobre câmbio, bolsa e commodities. A melhora dos ativos brasileiros foi sustentada pelo alívio momentâneo na percepção de risco internacional, mas o quadro permanece dependente dos próximos desdobramentos diplomáticos e militares.
Assim, a sessão foi marcada por queda do dólar, avanço expressivo da bolsa e recuo do petróleo, todos movimentos associados à expectativa de distensão no Oriente Médio. Ainda que o dia tenha sido positivo para os mercados, a própria reportagem destaca que analistas veem um ambiente ainda vulnerável a mudanças rápidas no cenário geopolítico.


